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Quatis entram em casas em busca de comida, em Campo Grande (MS)

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Foto: Divulgação

Residências do entorno da Área de Preservação Ambiental (APA) Lageado, no Bairro Maria Aparecida Pedrossian, em Campo Grande (MS), estão sofrendo “ataques” de quatis. Eles vivem na mata, mas quase todos os dias, pela manhã e no fim da tarde grupos com dez, 20, 30 animais atravessam as cercas para “roubar” comida das residências. Os pequenos mamíferos, atacam as lixeiras e em alguns caso até entram nas casas.

As frequentes invasões incomodam moradores que cobram providências da autoridades ambientais competentes, seja a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur), seja o Instituto de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Nivaldo Gonçalves Rodrigues, 53 anos, mora há 20 anos na Rua Graciano Vargem Alegre. Ele conta que sua casa já sofreu vários ataques dos quatis. “Já entraram na minha casa, eu tenho uma dispensa e eles entraram, rasgaram saco de macarrão, de farinha, eles destroem tudo que veem pela frente. Uma vez derrubaram uma assadeira de bolo de cima do fogão. A gente não liga muito, mas tem gente que liga”.

Outro morador da mesma rua, que pediu para ter a identidade preservada, admite a alimentar os bichos. “Dou comida porque tenho dó deles, mas eles aprontam, comigo e com os vizinhos, é complicado. Alguém tinha de tomar uma providência, porque tem gente que fica bravo com a bagunça deles e pode fazer mal para eles, dar veneno, sei lá”, disse.

Parque

O presidente da Associação de Moradores do bairro, Jânio Batista Macedo, acredita que se a APA Lageado fosse transformada em um parque ecológico e que se especialistas estudassem uma maneira de controlar a população de quatis o problema seria solucionado sem prejuízos para os animais. “Antes os moradores tinham problemas com os macacos. A gente construiu, então, um girau dentro da mata e todos os dias, moradores colocam restos de frutas, verduras do supermercado aqui do bairro para eles. Nunca mais eles entraram nas casas”.

Macedo destaca que inclusive a ingestão de alimentos das lixeiras e das casas é prejudicial às saúde dos quatis. “Tem uns que estão bem gordos, se tanto comer resto de comido do lixo, não é o ideal. Deve estar havendo um desequilíbrio ambiental sério na mata, porque eles não sairiam para buscar alimentos nas casas se não faltasse alimento no habitat deles”.

Fonte: Correio do Estado

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