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Botos-cinza que vivem na Baía de Sepetiba (RJ) correm risco de sumir

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Uma riqueza ambiental única do RJ está correndo sérios riscos. Segundo ONG que acompanha a população de botos-cinza da Baía de Sepetiba — a maior do Brasil — cerca de 1% dos quase mil golfinhos da espécie que vivem na região morreram entre 22 de junho e 22 de julho. Parece pouco, mas quando a perda de uma população está acima de 2% ao ano, ela começa a correr riscos de desaparecer. O limite foi superado nos últimos seis anos em Sepetiba.

O Instituto Boto Cinza monitora os golfinhos da Baía de Sepetiba desde 1997, especialmente perto de Muriqui. Segundo o biólogo Leonardo Flach, diretor da ONG, ao todo foram encontrados 11 golfinhos mortos entre junho e julho. Mais da metade foi entregue por pescadores ou tinha marcas de redes de pesca.

Alternativas

Segundo Flach, porém, a explicação para o aumento das mortes não está na pesca predatória. “Com aumentos recentes do movimento no porto, dragagens, mudanças na área de fundeio, e licenciamento de novos empreendimentos, os golfinhos têm migrado para áreas onde os pescadores trabalham”, afirma.

Responsável por alguns dos licenciamentos de novos empreendimentos perto do Porto de Sepetiba, o Inea informou que o crescimento no movimento da região não tem piorado a qualidade da água.

Flach insiste, porém, em que se faça um levantamento do impacto dos novos empreendimentos, e que se crie um plano que permita aliar o desenvolvimento da região com a sobrevivência da espécie. “Há soluções como áreas de proteção ou equipar os pescadores para que pesquem mais longe. Não se pode cometer aqui erros que já foram cometidos na Baía de Guanabara”, alerta.

Fonte: O Dia Online

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