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Reunião da Comissão Baleeira Internacional ignora principais ameaças às baleias

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Foto: Reprodução/ Sea Shepherd
A reunião anual da Comissão Baleeira Internacional (CBI) fechou após um dia tenso. As organizações ambientalistas afirmam que os atrasos e as disputas constantes levam a negligenciar as questões fundamentais para a conservação das baleias.

As nações da América Latina tentaram levar a votação a criação de um santuário de baleias no Atlântico Sul. “As populações [de baleias] do Atlântico Sul estiveram entre as que sofreram mais com a caça comercial em larga escala”, afirma Roxana Schteinbarg do Instituto para a Conservação das Baleias, sedeado na Argentina. “Cinquenta e quatro espécies vivem nas águas onde é proposto o santuário.”

Este bloco de países sabia que não tinha a maioria necessária para ganhar mas queria colocar a questão a votação. Os países a favor da caça não quiseram votar e foi decidido arquivar qualquer votação até ao próximo ano. “Tememos que a votação irá provavelmente danificar a boa atmosfera estabelecida e poderá desencadear uma avalanche de votos para o próximo ano que poderá perturbar o progresso que fizemos”, afirmou o comissário do Japão Joji Morishita.

Após reuniões privadas que se prolongaram por quase 9 horas, é pedido aos países que cheguem a um consenso durante o próximo ano. Se tal não for possível, a próxima reunião da comissão será iniciada com a votação do Santuário do Atlântico Sul.

A comissária norte-americana Monica Medina alerta que se os países “escolherem continuar a lutar, todos os membros do CBI irão perder e, as baleias do mundo merecem algo melhor.”

Os grandes atrasos durante os quatros dias de negociações levaram a que a maioria dos assuntos previstos na agenda, não chegasse a ser discutida. Destaca-se a prevenção da colisão das baleias com os navios, a redução dos detritos flutuantes e como lidar com o aumento da poluição sonora dos oceanos.

Apenas foi acordado, logo no início da reunião, a implementação de novos regulamentos para prevenir os escândalos de “dinheiro por votos” que atormentaram a comissão no passado e, a aprovação de uma resolução que censura a Sea Shepherd Conservation Society, por colocar a segurança em risco durante as suas missões de combate aos baleeiros japoneses.

“A má vontade é normalmente inimiga da conservação. Neste caso significou que uma reunião crítica sobre as baleias não se pronunciasse sobre as maiores ameaças que sofrem”, alertou Wendy Elliott, líder da delegação da organização WWF. “Várias espécies de baleias e golfinhos estão à beira da extinção e a conservação deve estar na frente da reunião da CBI do próximo ano, para o bem das baleias e da própria comissão.”

Fonte: Naturlik

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