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Agressores de animais devem ser punidos em Bauru (SP)

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Há um ano a ANDA contou a comovente história da Vida, cachorra da raça bull terrier que foi gravemente espancada e encontrada em um terreno na Vila Santista, em Bauru (SP), deitada sobre uma poça de sangue.

Ferida e com a saúde muito debilitada, ela foi adotada pelo casal Leandra Marquezini e Carlos Rossi, tutores de um pet shop no Parque Vista Alegre. Internada, permaneceu em coma induzido por dois dias e passou por cirurgias. Hoje, Vida está bem, apesar de ter perdido 80% da visão. “Ela é muito forte”, diz Leandra.

Leandra brinca com a bull terrier que foi gravemente espancada. Após passar dois dias em coma induzido e receber tratamento, foi batizada com o nome de Vida. Cristiano Zanardi/Agência Bom Dia

Vida brinca com os tutores e com crianças. Está saudável e  menos agressiva, mas ainda precisa ficar separada de outros animais. “Ela usava a agressividade para se defender, por causa do trauma que passou”, diz Leandra.

O caso virou um exemplo pela luta contra os maus-tratos aos animais. O agressor de Vida foi encontrado e chamado a comparecer à delegacia. Porém, foi liberado por falta de testemunhas – as pessoas que presenciaram a agressão temeram também serem agredidas.

Atitude diferente tiveram vizinhos que denunciaram uma moradora por ter abandonado seu imóvel com seus animais dentro, sem os cuidados básicos – também um caso de violência. O caso terminou com a autuação da moradora por parte de autoridades municipais.

De acordo com o delegado titular da delegacia do meio ambiente de Bauru, Dinair José da Silva, o medo por parte das testemunhas é apenas um dos entraves para que os agressores de animais possam ser punidos.

Outro motivo é que as pessoas julgam ser desnecessário aplicar penas severas a quem pratica esse tipo de violência.

“O que as pessoas não consideram é que existem um perfil de agressor: normalmente são pessoas que agridem também mulheres ou crianças”, revela. “Por trás de alguém aparentemente é agressivo contra animais existe uma pessoa violenta, que tem um certo grau de periculosidade”, completa.

Para a psicóloga criminal Maria de Lourdes Kerche do Amaral, a agressividade contra animais pode ser momentânea. “Se a agressão for específica, pode ser uma válvula de escape. A pessoa pode estar deprimida, e acaba se sobrepondo ao animal pela força”, explica.

Porém, ela concorda que a agressividade pode, sim, se manifestar contra pessoas.

Sobre as punições, Maria é incisiva: “Tem que punir e, se possível, através de pena alternativa em que ele tenha que cuidar de animal abandonado, por exemplo, para entender como esse ser sofre”.

Violência Variada

A delegacia do meio ambiente foi  inaugurada em  novembro de 2010 e fica junto ao 1º DP e ao Necrim (Núcleo Especial Criminal).

Desde então, recebe diversos casos relacionados a violência contra animais, tanto silvestres quanto de casa, que vão desde rinhas de galo a mau-tratos contra cavalos, cães e gatos.

A equipe da delegacia é composta por três delegados, três investigadores e três escrivães que se responsabilizam por investigar os casos e, quando possível, punir os culpados.

Os animais atendidos são, quando necessário, encaminhados a ONGs ou ao Centro de Zoonoses, para que recebam os cuidados necessários e sejam encaminhados para adoção.

Cães e gatos são maioria dos casos

O delegado explica que,  apesar de ter atendido a diversos casos de maus-tratos contra vários tipos de animais, a maioria trata-se de agressões contra cães e gatos

O perigo, geralmente, mora ao lado

Na maioria dos casos, o agressor é o próprio tutor do animal. “Às vezes a pessoa pega o animal para criar mas acaba não sabendo como cuidar dele”, explica Dinair

Denuncie

Onde: Delegacia do meio ambiente (avenida Comendador Daniel Pacífico, 2-117, Vila Falcão). Telefones: 181, 190, 197 e (14) 3238-7377

Na casa de Leandra sempre cabe mais um

Vida não foi o único animal que teve a sorte de ser salvo por Leandra e Carlos. Na chácara onde vive o casal há ainda 17 cães e 21 gatos, a maior parte deles vítima de abandono ou maus-tratos.

“Eles foram resgatados de maus-tratos ou então deixados na porta da nossa casa”, conta Leandra. Ela faz parte da ONG Naturae Vitae, que une voluntários com um objetivo em comum: proteger os bichinhos e conscientizar a população sobre os cuidados necessários.

A paixão pelos animais vem da infância. Quando criança, Leandra resgatava gatinhos da rua e levava para casa. “Meu pai não gostava muito”, brinca.

Aos 16 anos, passou a atuar junto a ONGs, trabalho que realiza até hoje, com muito amor dedicação. Como todo o trabalho é voluntário, Leandra aceita doações para os bichinhos que vivem em sua casa. “Cobertor velho, roupinhas, ração e remédios são sempre bem-vindos”.

Quem tem interesse em ajudar pode ligar para o (14) 3204-1338. O site da ONG é o www.naturaevitae.org.

Fonte: Bom Dia

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    1. Tem q denunciar sim essa piscicolaga m desculpe,mas ñ deve amar os bichinhos,pois sentem dor igual a humano.e o pior ñ sabem se defender ,gente q maltrata animais ñ é gente mas um monstro

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