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Defensores dos animais reagem a decisão de retirar gatos do Parque Municipal de BH

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A arquiteta Marimar Jordá-Poblet alimenta um gatinho (Foto: Reprodução/ Estado de Minas)

Depois da morte em janeiro de uma pessoa, atingida pela queda de um jatobá, atacado por cupins no Parque Municipal Américo Renné Giannetti, no Centro de Belo Horizonte, MG, os 150 gatos que vivem no local se tornaram alvo de polêmica: biólogos da prefeitura alegam que os felinos são predadores de pássaros e, sem as aves, cupins se proliferam e atacam troncos, galhos e raízes. A PBH estuda projeto para retirá-los do espaço arborizado, mas defensores dos animais decidiram reagir e marcaram para sábado uma mobilização geral em defesa dos felinos.

Representantes da Fundação de Parques Municipais, defensores de animais e voluntários que cuidam dos gatos no parque se reuniram para debater a questão. Estudo sobre os animais, elaborado pela bióloga Fabiane Niemeyer e pelo veterinário Leonardo Maciel Andrade, foi entregue à Comissão de Saúde Humana na sua Relação com os Animais, do Conselho Municipal de Saúde. Integrante da comissão e defensora dos gatos, a arquiteta e paisagista Marimar Jordá-Poblet destaca que o estudo parte de premissas errôneas, é incompleto e propõe medidas drásticas totalmente inadequadas para a solução do problema.

“A gente contesta alguns pontos desse trabalho da prefeitura e por isso entregamos o nosso parecer. Eles são predadores ocasionais de aves. Não podem culpar os gatos pela queda das árvores. E também ninguém se lembra dos benefícios dos felinos, como o fato de afastarem baratas e ratos, que representam um perigo para a cidade, ainda mais na região hospitalar”, lembra Marimar. Para a voluntária Jane Penna, se os animais saírem do local, certamente vão morrer. “Está parecendo uma coisa medieval. Não podem fazer isso. É um problema de ignorância mesmo”, desabafa.

No sábado, Jane, Marimar e outros admiradores dos felinos vão promover, a partir das 10h, uma manifestação no parque em defesa dos gatos. Também será criada a Associação dos Amigos dos Gatos do Parque Municipal Renné Giannetti.

O presidente da Fundação de Parques Municipais, Luiz Gustavo Fortini, informa que vai instruir grupo de trabalho com técnicos da área de biologia a analisar a questão e achar a melhor maneira de resolver a situação. “Ainda não foi descartada nem definida nenhuma solução. Dentro de 30 a 60 dias, teremos um aval sobre o estudo. Até lá, os gatos permanecem no parque”, esclareceu.

A favor

Boa parte dos frequentadores do parque é favorável aos animais. “O parque tem problemas mais sérios que precisam de soluções mais urgentes. Uma quantidade de maloqueiros anda por aqui e ninguém faz nada”, afirma o técnico em eletrônica Antônio Eustáquio, de 52 anos. A tenente Odinéia Siqueira, de 29, não vê relação entre a queda da árvore e os gatos e defende a permanência deles.

O fotógrafo lambe-lambe Francisco Xavier, de 70, há quase cinco décadas trabalhando no parque, acha um pouco ruim a presença dos gatos: “Se encontrarem um local melhor para eles, prefiro que os levem daqui”, explicou. Para o comerciário Robson Silva, de 49, os gatos são importantes para o parque porque assustam baratas e ratos e não acredita que eles sejam capazes de devorar pássaros. “Se eles forem embora, aqui vai ficar infestado de ratos”, comentou.

Fonte: Estado de Minas

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  1. Parece piada de mau gosto. Mas o Brasil é igual em todo lugar. Como não há competência e transparência em toda adm. pública em busca de soluções básicas de sobrevivência ambiental , eles encontram nos animais os gdes vilões. O que fazem ? Eliminam-os e ponto. Os biólogos de BH me perdoem, mas devem saber que os combatentes aos cupins são nossos adoráveis tamanduás ,as incansáveis formigas e eventualmente os pica-paus.Outros pássaros não comem cupins. As suicidas cigarras que já não brilham nem cantam entre nós gostavam dos cupins. Convém que saibam da gde importância ecológica dos cupins para auxiliarem na decomposição de matéria orgânica. Ah..as árvores tb sucumbem aos predadores humanos – somente aos humanos!

  2. tá bom, agora me fala, qual defensor acha realmente que lugar de animal é na rua? o correto é, sim, retirá-los do local, mas que sejam cuidados, vermifugados, castrados e que então seja feita uma campanha de adoção dos gatos do parque.
    animal na rua corre riscos, todo sabemos disso, por mais que seja um parque municipal. vemos isso pelo depoimento do fotógrafo. nem todas pessoas gostam do bichinho, e muitas dessas pessoas, maltratam. sem contar o problema das zoonoses.
    lugar de animal doméstico não é na rua. a questão não é nem se eles comem tantos passarinhos assim ou não, a questão é que não é correto que fiquem abandonados por aí, sujeitos a todo tipo de maldade e criando outros animais que ficarão tb abandonados.
    bom senso é a chave de tudo. não adianta ir contra e não fazer nada pra ajudar a situação. espero que esses defensores se mobilizem no sentido de realmente ajudar os gatinhos que estão lá, que é evitando que se reproduzam mais e que fiquem soltos à própria sorte. a crítica pela crítica não vale de nada.

  3. Concordo que lugar de animal é em casa!Mas a preocupação é : tirá-los do parque e levá-los pra onde ? Abrigos estão lotados e gatos não se adaptam com mudanças e fogem dos novos lares se não forem hermeticamente fechados . Eles se adaptam depois de alguns dias com adoção ,carinho , comida e cia.Mas quem vai adotar 150 gatos ? Quero acreditar que todos estejam castrados . E a denúncia que recai sobre eles injustamente é que são os predadores de aves e indiretamente de árvores . Sempre soube que são excelentes caçadores , nunca predadores. Havendo refeição diária, eles dispensam a caça. Srs. biólogos, revejam seus argumentos irracionais e imorais .Para isenção de culpa ou omissão, a prefeitura poderia oferecer aos mineirim sem teto uma bela chácara pra que vivam em paz e segurança , uai!

  4. Gatos não são animais que integram um ecossistema natural causando doenças,sujeira,assim como os pombos inseridos na cidade por alguem que no passado achou muito bonito!!

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