Dieta ética

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A palavra grega para designar o modo de viver é diaita, da qual deriva nosso termo “dieta”. Nos tempos atuais, a palavra dieta tem sido usada de modo limitado, quase sinônimo de restrições ou irrestrições alimentares. Temos, por exemplo, quem segue a dieta onívora, isso querendo dizer que, ao se alimentar, o sujeito não se abstém de nenhum produto, seja de origem animal, seja vegetal. Se pensarmos como os gregos, onívoros são, simplesmente, consumidores despreocupados. Eles se alimentam de tudo o que lhes cair frente aos olhos, ou, melhor, à boca.

Claro, há requisitos que os onívoros seguem para comer, via de regra, estabelecidos muito mais a partir dos sabores que acabam por criar preferências, do que por quaisquer princípios éticos. Onívoros não se questionam sobre a origem, o trajeto, nem a carga de dor ou sofrimento que um alimento pode trazer consigo. O hábito de se alimentar assim, despreocupadamente, geralmente herdado da tradição familiar ou local onde o onívoro foi alimentado em sua infância e juventude, não representa nem apresenta, para ele, questões inquietantes, a não ser quando recebe as más notícias nos consultórios médicos que costuma frequentar.

Onívoros alimentam seus filhos seguindo, obviamente, o mesmo padrão adotado para si. Por vezes, os filhos dos onívoros sofrem de doenças que até há uma ou duas décadas atrás, só ocorria aparecer em pessoas que tinham seguido a dieta onívora por cinco ou seis décadas, mas, hoje, ocorre cada vez mais cedo nos organismos dos pequenos. Algumas dessas doenças são bastante sérias e ameaçam ou comprometem a saúde e a longevidade dos bebês onívoros. Entre elas, pelo que fartamente já está registrado na literatura médica contemporânea, estão o diabetes tipo 1, a hipercolesterolemia, o câncer, e também doenças neurológicas e mentais graves, tais quais o autismo e a esquizofrenia.

Há fatores genéticos em todas elas aqui citadas. Mas, pelo que a literatura médica hoje evidencia, se não for disparado o gatilho, os genes ficam dormindo e as doenças não são despertadas. O gatilho, qual é? A alimentação onívora, abundante em, gordura saturada e moléculas de gordura carreadoras dos cancerígenos, proteínas de difícil digestão para muitos indivíduos, entre elas a caseína (do leite), além da lactose.

Quando os pais dessas crianças lesadas pela dieta onívora vão aos médicos ou levam seus filhos aos hospitais, mesmo que saiam de lá com um decreto de morte iminente anunciada pela dieta violenta à qual estão condenando suas crianças, eles não são condenados judicialmente, nem por dolo nem por culpa, em função da responsabilidade que carregam pelo bem-estar, a saúde e a longevidade de seus filhos. Se as crianças morrem, tendo como causa a dieta violenta à qual foram submetidos, os pais não sofrem processos nem são condenados por homicídio culposo. São perdoados, afinal, porque deram aos seus filhos aquilo que se apregoa como a melhor comida, a mais nutritiva, a que realmente “satisfaz”.

O tom muda assim que a dieta à qual a criança foi submetida não é a onívora. Se a criança sofre de deficiências nutricionais, e se isso acontece porque os pais, também com as melhores intenções, não querem dar de comer a seus filhos alimentos que são produzidos às custas da dor, do sofrimento e da morte de animais, em caso de a criança sofrer uma infecção grave, tal qual a pneumonia, que mata milhares de crianças onívoras todos os anos, se a criança vegana vier a falecer, os pais sofrem um processo no qual previamente são julgados homicidas, porque deixaram de dar à criança alimentos de origem animal, tidos como os que garantem saúde e longevidade a humanos. A dieta vegana, no entender da comunidade onívora, é uma dieta criminosa, porque, assim o apregoam os onívoros, sem produtos de origem animal os humanos não se mantém saudáveis nem longevos. Uma acusação injusta, e errônea!

Antes de prosseguir, gostaria de lembrar que os hospitais infantis estão abarrotados de bebês e crianças com deficiências nutricionais de todo tipo, tanto diagnosticadas, quanto sutis, essas nunca recebem um diagnóstico objetivo que ajude os pais a mudarem a sua dieta e a de suas crianças.

Milhares dessas crianças morrem todos os dias, e são filhos de pais onívoros, receberam dieta onívora, e, em muitos casos, justamente essa dieta é que as leva a óbito. Para dar apenas um exemplo, lembremos dos bebês que morrem por desidratação ou infecção recorrente, devido ao fato de que são intolerantes à lactose, ou ao glúten, ou à caseína. Alguém entra na justiça para processar os adultos responsáveis pela alimentação dessas crianças, ou os profissionais da nutrição que passaram aos pais a informação enganosa de que alimentos de origem animal, no caso em apreço, leite e laticínios, são saudáveis para os seres humanos? Ou, visto sob outro ângulo, alguém já sofreu processo judicial por não passar a devida informação, por exemplo, que vitaminas (com exceção da B12), minerais, proteínas e aminoácidos essenciais, ácidos graxos essencias, de origem vegetal, são de melhor qualidade para manter a saúde humana do que os de origem animal? Não. Quando uma criança onívora morre por ter “comido tudo” o que deriva de animais, conforme o impuseram seus pais, ninguém é processado por ter “matado”, ainda que sem querer, essa criança, ao levá-la a comer o que lhe fazia mal.

Na França, há mais ou menos uns dois meses, um casal que adotou a dieta vegetariana estrita, ou vegana, está sendo processado por deixar a filha desnutrida. Com um ano de idade, a menina não havia recebido nenhum alimento, a não ser o leite materno. Estava num quadro de desnutrição total quando contraiu pneumonia. A acusação é de que a menina morreu porque a dieta de seus pais é vegana. Curiosamente, a notícia esclarece que os pais se recusaram a internar a bebê, escolhendo tratá-la em casa com métodos “naturais”, o que levou a criança a óbito. É… pneumonia mata. Mata bebês onívoros, mata bebês veganos, mata idosos onívoros, mata adultos onívoros. Há pneumonias que matam, caso o paciente não receba antibióticos. Há pneumonias que matam, mesmo quando o paciente recebe antibióticos de última geração. Mas, ninguém sofre processo porque a pneumonia matou. Se for onívoro não é culpado pela morte. Se for vegano, então a dieta vegana é culpada pela morte.

Qual condenação seria justa para esse casal francês, ou qualquer outro, em qualquer parte do mundo? Apenas uma que levasse o casal a ser obrigado a receber orientação nutricional adequada à sua escolha vegana. Sim. Para ser vegano é preciso conhecer bastante de nutrição, é preciso estudar por conta própria, é preciso buscar informações nos livros de medicina de ponta, porque, via de regra, não há profissionais competentes para orientar as pessoas que adotam a dieta vegana.

Todos os profissionais da área nutricional, médica, mental, foram formados, e continua-se a formar novas gerações, exclusivamente para atender as pessoas que seguem a dieta onívora, suspensa pela batuta de Harvard, que define a pirâmide da dieta ideal para toda gente, uma pirâmide que pouco se importa com a saúde e a longevidade das pessoas, mas se importa muito com garantir que os produtos do agronegócio sejam escoados pela faringe abaixo dos cidadãos confiantes, que comem o que o governo, a televisão e os costumes de sua gente ordenam que seja comido.

Os casais veganos que querem educar seus filhos numa concepção livre de produtos de origem animal estão desamparados, nessa sociedade onde reina a ditadura do agronegócio dos onívoros. Por isso, se há desnutrição no indivíduo que escolhe abolir de sua dieta todos os produtos de origem animal, tal desnutrição não se deve ao fato de que os alimentos que ele consome vêm exclusivamente do reino vegetal, e sim ao fato de que, ao tirar do seu prato os ingredientes de origem animal que continham os nutrientes necessários ao equilíbrio de seu organismo, ele não recebeu orientação adequada para entender que tudo o que se tira de um lado do prato, é preciso repor, pelo outro.

Tirar simplesmente o bife e os laticínios do prato não basta. Antes de fazer isso, é preciso estudar o que esses alimentos contém. Sabendo disso, isto é, sabendo quais são os nutrientes presentes na carne, no leite, no queijo, nos ovos, ainda é preciso avançar os estudos para reconhecer onde estão esses mesmos ingredientes, quando o reino do qual nos alimentamos é o vegetal.

Tudo o que tem nos produtos de origem animal, tem nos de origem vegetal. Apenas a B12 continua a suscitar controvérsias. Mas, esse não é um problema apenas para os veganos. Há uma epidemia de deficiência de B12 em onívoros. Necrópsias feitas nos cérebros de idosos mortos com o Mal de Alzheimer indicam que sofreram de deficiência da B12. E esses milhões de sofrentes atuais de demência não eram veganos! Pelo contrário, foram onívoros por toda sua vida. Os veganos que buscam informações nutricionais tomam cuidado em repor a B12, sabedores que são dos danos que sua deficiência causa às funções cognitivas.

Tais estudos certamente tomarão algum tempo nosso pelo resto de nossas vidas, porque vivemos numa sociedade onívora. Para tornar a vida dos veganos mais estimulante, e levá-los a buscarem informações, o que interessa a eles é sistematicamente boicotado pelos meios de comunicação de massa.

Para mostrar que não exagero, pergunto: quando é que os canais de TV mais vistos do Brasil levaram ao ar um programa com cientistas e médicos veganos, para orientar os cidadãos e cidadãs sobre essa dieta, a fim de que ela não represente riscos à saúde e à longevidade humanas?

Sistematicamente, repito, os meios de comunicação tratam os veganos como uma minoria não digna de consideração e apreço.

Ao contrário do que a comunidade hegemônica onívora continua a fazer crer, a dieta vegana, se seguida com esclarecimento, garante saúde a quem a adota. O que falta é esse esclarecimento chegar a todas as pessoas. Por certo, se todos seguissem o padrão vegano de se alimentar, os hospitais deixariam de estar abarrotados de macas nos corredores (onde é comum permanecerem pelo tempo de internação), os centros cirúrgicos cuidariam apenas de acidentados, e os centros de pesquisa estariam voltados ao estudo dos males que realmente são atribuíveis ao genes. Teríamos todos muita saúde e vigor físico e mental. Quem deseja viver numa sociedade livre da hipercolesterolemia, diabetes, câncer, depressão, autismo, hiperatividade, obesidade mórbida?

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  1. Nmst Professora,
    Obrigado por mais um texto.
    Só para constar: a quantidade e especificidade dos nutrientes é suficiente, inclusive – desde que respeitando a rotina de exercicícios e procedimentos do esporte – para formar uma massa muscular de padrão Arnold Schwarzenegger.
    Como fonte bibliográfica pode-se citar por ex. Reury Frank Bacurau ; livro Nutrição e suplementação esportiva, que mesmo não sendo vegano afirma categoricamente sobra igualdade de qualidade das proteinas vegetal e animal( sem falar que a proteina vegetal é muito mais digestiva e por isso de mais rapida absorção, além de deixar menos residuos digestivos).
    Obs: Sou personal trainner e afirmo que existem atletas oníveros que simplesmente preferem usar soja como fonte de proteina.
    Ora, se vegetais fossem ruins ou insuficientes, seria adotados até pelos onívoros zoofágicos, que estão se lixando para os animais?

    Isso a mídia e a grande maioria também não parece ver…

    nmst professora

  2. Muito boa reflexão, Sônia. Costumo fazer uma critica semelhante em sala de aula, mas independente disso, esse é mais um texto para usar em aula. Vou propor à coordenadora pedagógica que entregue uma copia desse texto a cada pai e mãe que reclama do conteúdo vegano das minhas aulas nas reuniões bimestrais.
    Abs.

  3. Leon,
    acaba de ser lançado outro livro de um médico, no Brasil, Dieta Vegetariana e Ciência, no qual ele categoricamente afirma, como já o faz também o Dr. Eric Slywitch em seus pioneiros livros sobre dieta vegana, que esta contém todos os nutrientes necessários para a saúde humana, desde que se dê atenção à B12, que todos os veganos cuidam de repor, ao ferro e cálcio, no caso de algumas pessoas que já tem dificuldade com esses minerais antes de se tornarem veganos. Enfim, parece que aos poucos as distorções e difamações elaboradas para desmoralizar a dieta vegana vão recebendo críticas das autoridades médicas. Demorou, mas aos poucos as coisas vão mudar muito.
    um abraço
    sonia t.

  4. precisamos sim de proteina animal pra viver!!!
    nada substitui… pelo menos na fase de crescimento é essencial!!!!!!
    respeito demais os vegans e vegetarianos mas querer condenar quem come carne já é demais, respeitem para ser respeitados!

    afinal, a carne está sendo utilizada como alimento, alimento é algo sagrado!

  5. Amanda, que bobagem você está repetindo aí, como boneca de ventríloquo! Precisamos, sim, de proteína. Ponto. Precisamos de gordura saturada. Ponto. Precisamos de minerais. Ponto. Precisamos de vitaminas. Ponto. O adjetivo “animal” depois de cada uma dessas palavras acima foi uma invenção humana. É claro que essa invenção funciona! Mas hoje ela funciona muito mais para abarrotar hospitais com pacientes de diabetes, infartos, alergias, obesidade, do que para manter a saúde humana.

    Você pode ler algum livro sobre o assunto? Recomendo os dois do Dr. Eric Slywitch: Alimentação sem carne (São Paulo,2006); e, Virei vegetariano (São Paulo, 2010). Também pode ler o do Dr. Julio César Acosta Navarro (cardiologista e nutrólogo), Vegetarianismo e Ciência. Se gostar dessa leitura proveitosa, pode ler o do outro cardiologista, o Dr. Alberto Peribanez Gonzalez, Lugar de médico é na cozinha.
    Bem, eu poderia aqui listar outros 20 livros que li nos últimos 4 anos sobre o assunto, mas não sei se você tem gosto por ler sobre essas coisas em inglês, a língua na qual esse tema está exaustivamente elaborado há décadas.
    Só nos EUA, hoje, existem quase 10 mil médicos que tratam de seus pacientes apenas tirando do prato deles todos os alimentos de origem animal, e compensando com tudo de bom que há, do reino vegetal, para suprir os minerais, vitaminas, aminoácidos, gorduras e proteínas. Chama-se Comitê dos Médicos para a Medicina Responsável, presidido pelo Dr. Neal Barnard.
    Como vê, você está muito, mas muito atrasada mesmo quando afirma que “precisamos de proteína animal”. Não precisamos. Ponto.

    Lembre-se que os estudantes de medicina também são formatados para reproduzir o que mais interessa à indústria dos fármacos! E há muito mais pessoas tomando remédios por ingerir proteína de origem animal, do que veganos tomando remédios por ingerirem nada de origem animal!

    A única coisa que precisamos repor, quando não comemos nada de origem animal, é a B12. Mas hoje em dia, há muita gente se entupindo de comida animal e com deficiência de B12 também, afora outras deficiências, e afora os excessos.

    Desculpe o tom, é que sou vegana há mais de uma década e do que nesses quase 13 anos nunca precisei foi comer qualquer coisa que contivesse algo que houvesse sido produzido a partir de animais, não importa se vivos ou mortos! Sou uma prova viva de que “não precisamos de proteína de origem animal”! Outro dia fiz uma revisão dos nutrientes, vitaminas e até dos contaminantes presentes no meu organismo. Sabe o que o médico me perguntou ao final? “O que você faz para estar tudo tão equilibrado? Não encontrei deficiência de nada! Também não encontrei contaminantes! Você se alimenta do quê?” Minha resposta foi: de tudo o que vem da terra, dos galhos das árvores, das espigas, e jamais de algo que seja feito a partir de cadáveres animais ou de suas secreções hormonais (leite)! Ele ficou olhando para mim, entre incrèdulo e estupefato! Valeu! Os médicos têm algo a aprender com a dieta dos veganos: a entender que o que eles aprenderam não foi tudo de bom!
    sonia t.

  6. Também tenhamos em mente que para manter uma dieta vegana adequada em termos de equilibrio nutricional é necessário um tempo maior para procurar, escolher e preparar a comida, escolhe-la em locais adequados (já que na maioria dos grandes mercados é tudo cheio de agrotoxinas) ou se predispor a comer fora, em algum restaurante vegetariano perdido por aí, que normalmente é mais caro do que os tradicionais “PFs” que pipocam nos centros das cidades. Quantas pessoas tem essa disponibilidade de tempo e dinheiro? Não se trata, infelizmente, de mudar apenas a dieta, mas toda uma estrutura de trabalho, economia e cultura. Já perdi a conta de quantas vezes pensei em virar vegetariana, mas pelo meu ritmo de vida acabo sempre comendo em restaurantes por quilo, o hábito está bem cimentado :/ exige uma força de vontade e disposição pra se mudar todo um ritmo de vida, teoricamente eu não precisaria ler 4, 5 livros, alguns em inglês, pra ter uma vida mais saudável, quantas pessoas podem pagar um bom nutricionista? Quantas diaristas, motoristas de ônibus, etc param pra pensar de onde vem o bife no prato? É um sistema todo muito cruel, acordamos, trabalhamos, comemos e dormimos. Os poucos fortes lutam por mudanças, mas a grande massa continua nos “trilhos” :/

  7. Leila,
    Quando os meios de comunicação insistem na tal da “dieta balanceada”, eles estão, mais uma vez, alimentando o mito de que para se alimentar bem e corretamente é preciso ter uma tabela rígida de controle de tudo o que se põe da boca para baixo. O balanço ao qual se referem, no entanto, não é obtido através de rígidas tabelas. Veja, quantas pessoas ao seu redor ficam consultando tabelas na hora de fazer seu prato nos restaurantes que vendem por quilo? Ninguém. Tabelas são necessárias apenas quando há deficiência de um certo nutriente. Via de regra, os nutrientes em défice são aqueles que estão presentes em alimentos que a pessoa não gosta de comer. Se a pessoa come de tudo, é muito raro que ela venha a ter deficiência de qualquer nutriente ou vitamina, com exceção da B12, no caso dos veganos. Quando escrevo que precisa ler mais sobre nutrição, quero dizer até isso: é preciso ler mais, para saber que basta compor seu prato com uma variedade de comidas, e que isso deve ser feito todos os dias, para que os nutrientes que o corpo precisa possam ser aproveitados por ele.
    Deixei de comer carnes há mais de vinte anos. Áquela época, não havia ninguém que eu conhecesse que pudesse me dar orientação. Então, não lembro bem onde, li que quando não sabemos se a composição do prato está boa, ou não, devemos olhar as cores ali presentes. Li, também, que pelo menos cinco cores devem estar sempre presentes, por exemplo: laranja, verde, amarelo, branco não refinado, vermelho, roxo… Deixei de comer tudo o que contém produtos ou ingredientes animais há 13 anos. Continuo prestando atenção às cores do que como e sempre mantenho o princípio mínimo de cinco tons. Jamais usei tabelas. Mas, li muito sobre nutrição. Tanto que hoje sei que é nosso corpo quem pode aproveitar ou não o que ingerimos. Por isso, a regra é: coma de tudo, especialmente o que vem da lavoura, dos produtores que não usam veneno no solo nem nas plantas. A dieta balanceada você terá, cuidando para comer todo dia leguminosas (feijões, lentilha, ervilha, amendoim, grão de bico, basta uma porção de um deles), raízes e tubérculos, frutos, folhas verdes, frutas, oleaginosas, grãos integrais. Frutos são hortaliças que dão penduradinhas, como a abóbora, o xuxu, o tomate, a berinjela. Folhas verde-escuro são ricas em cálcio. No fim do mês, comendo o que a terra, os grãos, as sementes, as folhas e as frutas nos dão, nosso corpo obteve tudo de que precisa para se renovar, e o preço é menor do que o pago por produtos embutidos, empacotados, enlatados, fatiados, processados de origem animal. Você economiza a dor e sofrimento dos animais, economiza seu dinheiro, e vai precisar de medicamentos contínuos somente se alguma outra coisa estiver muito errada com seu metabolismo.
    sonia t.

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