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Grupo realiza ação de conscientização contra o uso de animais nas universidades

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Por Giovana Chinellato (da Redação)
Foto: Divulgação

Na manhã desta quarta-feira (13), doze ativistas independentes e duas representantes da ong OBA Floripa e do Projeto Adote um Orelhudo reuniram-se em frente ao Restaurante Universitário da UFSC (Florianópolis) para conversar sobre objeção de consciência com os estudantes que aguardavam na fila para almoçar.

Com uma barraca, panfletos, cartazes e documentos que demonstram quais são as alternativas, os ativistas explicaram aos estudantes de cursos que têm aulas práticas com animais que caso não queiram participar das mesmas, eles podem recorrer à lei e o professor é obrigado a fornecer alternativas. A UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) tem um biotério de onde são encaminhados 500 ratos e comundongos por semana para pesquisas, além de beagles, pombos, cabras, sapos.

“Estou chocada. Eles têm mesmo duzentos beagles no biotério?”, foi o comentário de uma estudante de arquivologia que parou na barraca após receber um panfleto. A reação de espanto foi recorrente, já que os alunos de cursos sem animais sequer sabiam da existência dos biotérios. Mais de 120 assinaram imediamente o abaixo-assinado que visa propor um projeto de lei proibindo uso de animais no ensino em Santa Catarina.

Foto: Divulgação

Com exceção de alguns poucos, os alunos de medicina, farmacologia, biologia, odontologia, psicologia e educação física também se interessaram pela causa, e muitos pediram o contato dos ativistas para organizarem o pedido de objeção em conjunto. “Eu já me informei disso logo que entrei, é ótimo encontrar vocês aqui hoje”, comentou um calouro do curso de medicina. “Tenho, inclusive, vários amigos que se interessaram também. Vou até levar alguns panfletos a mais.”

O curso de medicina, na UFSC, é o que tem mais aulas práticas com animais, incluindo matérias obrigatórias com ratos e optativas com beagles.

Há dois anos, um grupo de alunos levou o pedido de objeção à justiça e conseguiu poupar-se das aulas práticas. Não se sabe a influência dessa atitude na retirada da matéria de práticas cirurgicas em beagles da grade de obrigatórias.

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  1. O problema é que essa objeção de conciência é muito bonita na teoria, mas na prática ela não existe. Na UFRGS quando um estudante de biologia entrou na justiça para não participar das aulas com animais ele perdeu pois a UFRGS alegou “igualdade”, que não pode tratar os alunos de forma diferente. E a juíza ainda disse que ele escolheu o curso de biologia sabendo que os testes eram necessários.

  2. A importância da informação, muitos alunos lá dentro da Universidade não sabiam desta prática cruel.Acredito que amaioria não quer mais este tipo de ensino e com certeza farão este abaixo assinado e os animais não mais sofrerão torturas e serão mortos inutilmente.

  3. Luci, realmente tem lugares em que é difícil conseguir, mas acho que você perdeu o final da matéria: Há dois anos, um grupo de alunos levou o pedido de objeção à justiça e conseguiu poupar-se das aulas práticas.
    esses alunos são da própria UFSC, e conseguiram a objeção. tiveram casos famosos em minas, no rio. Ou seja, quem quer ajudar animais não é barrado por juíz nenhum =)

  4. É interessante notar que nessa mesma universidade temos a presença (no departamento de Filosofia) de uma das maiores teóricas anti-experimentação animal do Brasil: Sônia T. Felipe. Que também assina uma coluna aqui.

    Leon

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