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PF desbarata organização de tráfico de animais em MS

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PF apreendeu 47 filhotes de aves ameaçadas de extinção na operação
Hoje, 31 de março, a Polícia Federal deflagrou a denominada Operação Acamatanga, com o objetivo de desmantelar organização delituosa com atuação em três Estados da Federação (Mato Grosso do Sul, São Paulo e Pará), cuja principal atividade consiste no tráfico de animais silvestres e espécies em extinção.

As investigações, desenvolvidas pela PF, tiveram início no mês de outubro ano passado através de um inquérito que tramita na justiça (1ª Vara) da comarca de Ivinhema (MS).

Os levantamentos evidenciaram que a quadrilha é dotada de estrutura organizacional com logística de captura, transporte, cativeiro e revenda das mais diversas espécies de animais silvestres, tais como: Arara-canindé, papagaios-verdadeiros, tucanos, pássaros-preto, coleiras-do-brejo.

No dia 18 de novembro do ano passado, no curso das investigações, a PF solicitou auxílio da Polícia Militar Ambiental que por sua vez apreendeu 107 filhotes de aves silvestres que estavam em poder de quatro membros da quadrilha que faziam o transporte dos animais capturados na região de Anaurilândia (MS). O destino seria Araras (SP) e as prisões ocorreram na Pousada Portal das Águas, às margens do rio Paraná.

Constatou-se ainda que, em decorrência do término do período de “ninhada” das aves silvestres, principalmente papagaio-verdadeiro na Região do Parque Estadual da Várzea Rio Ivinhema, em especial no distrito de Amandina, a quadrilha investigada migrou suas atividades de captura das espécies para o município de Jacundá, no estado do Pará. Razão pela qual, no mês de janeiro deste ano, a Polícia Federal de Campo Grande (MS) solicitou apoio de forças policiais daquela localidade que efetuaram a apreensão de 47 filhotes de aves ameaçadas de extinção que estavam sendo transportadas por dois componentes da quadrilha para o cativeiro localizado em Guarulhos (SP), também base da organização criminosa.

Acolhendo representação da Polícia Federal, a justiça da comarca de Ivinhema, distante 297 da capital Campo Grande (MS), autorizou o monitoramento do grupo e, nesta fase ostensiva da operação, expediu 13 Mandados de Prisão Temporária e 16 Mandados de Busca e Apreensão e 1 Mandado de Condução Coercitiva assim distribuídos:

No Mato Grosso do Sul

Ivinhema: Cumprimento de Mandado de Condução Coercitiva e de Busca e Apreensão em possível local de cativeiro.

Anaurilândia: 2 Mandado de Prisão Temporária e de Busca e Apreensão.

Taquarussu: 2 Mandado de Prisão Temporária e de Busca e Apreensão.

No Pará:

Goianésia do Pará: Cumprimentos de Mandados de Busca e Apreensão em possível local de cativeiro.

Jacundá: 2 Mandados de Prisão Temporária e de Busca e Apreensão.

Em São Paulo:

Guarulhos: 6 Mandados de Prisão Temporária e de Busca e Apreensão, sendo 1 Mandado de Busca e Apreensão em possível local de cativeiro.

Araras: 1 Mandado de Prisão Temporária e de Busca e Apreensão.

Os alvos, independentes das circunstâncias em que forem presos, serão indiciados nos crimes previstos na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9605/98) – tráfico de animais silvestres, maus tratos contra animais (pena de 1 a 3 anos) e ainda o artigo 288 do Código Penal (Formação de Quadrilha ou Bando – Pena de 1 a 3 anos de reclusão.

“Acamatanga” : denominação como são conhecidos os papagaios-verdadeiros (amazona aestiva).

As investigações, monitoramento, coordenação e execução foram feitas pela Delegacia de Repressão a Crimes Ambientais e Contra o Patrimônio Histórico (DELEMAPH), setor especializado da Polícia Federal no combate aos crimes desta natureza. Na fase de execução, 70 policiais foram convocados para trabalhos diretos no contexto da operação.

Os coordenadores da operação ACAMATANGA atenderão a imprensa (coletiva) a partir das 10h da manhã de hoje na sede da Polícia Federal – Rua Fernando Luiz Fernandes, 322 – Vila Sobrinho – Campo Grande – MS.

Fonte: MS Notícias

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  1. Eu acredito que enquanto a nossa sociedade fizer de conta que os traficantes são os únicos bandidos não vamos avançar muito nessa espinhosa jornada…espinhosa para os outros seres de nossa fauna e flora. Acho que nós ambientalistas defensores da fauna e flora estamos sim fazendo nossa parte, mas a conscientização de nossa sociedade anda a passo de tartaruga. Na região onde vivo vejo muitas pessoas que ainda mantém aves silvestres como papagaios, araras e outros em suas residências e nunca vi ninguém ser incomodado por isso. Tenho criado algumas confusões e até inimizades com vizinhos por isso. Tenho por outro lado visto muitos bandos de araras das várias espécies sobrevoando e se alimentando na área urbana de nosso distrito semi rural. O que precisa mudar é a punição para os contraventores criminosos principalmente os receptadores…os verdadeiros culpados…

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