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Colisão de aves com objetos de grande dimensão deve-se à forma como elas vêem o mundo

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Pássaros mortos por colisão com prédios comerciais espelhados na quadra 105 sul em Brasília
Desde as vidraças dos edifícios, aos fios dos postos de elctricidade até às turbinas eólicas, muitas espécies de aves têm uma propensão para colidir com objetos de grande dimensão fabricados pelo ser humano. Um estudo, citado pelo Science Daily, aponta novos caminhos sobre a forma como as aves vêem o mundo e por que razão é tão difícil para elas evitar objetos de tal dimensão. Em termos gerais, quando estão voando, as aves detectam o movimento e não os detalhes espaciais.

O problema da colisão das aves é bastante preocupante para os defensores de animais. Várias pesquisas têm demonstrado que a colisão com artefatos humanos é a principal causa de morte não-intencional de aves, podendo colocar em risco a sobrevivência de várias espécies ameaçadas. Na Europa, nos últimos 16 anos, estima-se que 25% dos juvenis e 6% dos adultos da Cegonha Branca (Ciconia ciconia) tenham morrido anualmente devido à colisão com os fios dos postos de eletricidade e por eletrocussão.

“Do ponto de vista humano, é muito estranho que as aves colidam com objetos de grande envergadura, como se não os vissem de todo. Sabemos que o voo das aves é, antes de mais nada, controlado pela visão, mas elas vêem o mundo de forma muito diferente dos homens”, explica Graham Martin, da Universidade de Birmigham, em Inglaterra.

Para compreender melhor como é que as aves vêem o mundo, Graham Martin utilizou a ecologia sensorial, que estuda a forma como a informação sensorial influência o comportamento dos animais e a sua interação com o meio ambiente. “Quando estão voando, as aves podem virar a cabeça para olhar para baixo, com o campo binocular ou com a parte lateral do campo de visão de um dos olhos”, refere Graham Martin. “Este comportamento faz com que, temporariamente, as aves fiquem cegas relativamente à direção em que estão voando”.

Martin afirma que a visão frontal das aves está ajustada para detectar o movimento e não os detalhes espaciais. Quando uma ave está caçando, é mais importante concentrar-se no movimento do que olhar em frente no espaço vazio. Além disso, para muitas espécies, é quase impossível voarem a baixas velocidades, o que faz com que seja muito difícil ajustarem a informação que obtém quando a visibilidade é reduzida pela chuva, névoa ou luzes baixas.

“Com esta informação, podemos encontrar soluções para evitar as colisões das aves”, acrescenta Graham Martin. “Talvez seja mais eficaz distrair ou desviar do seu trajeto de voo, através de sons ou de sinais, em vez tornar o perigo ainda mais evidente”.

Fonte: JN

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