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Minizoo de Porto Alegre (RS) será desativado pelo bem-estar dos animais

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A situação precária do minizoo do Parque Farroupilha (Redenção), em Porto Alegre (RS), motiva desde a metade do ano passado uma discussão sobre seu possível fechamento. Ontem, uma reunião de duas horas procurou suavizar oposições mais ferrenhas à mudança com o argumento de que “os animais do minizoo precisam de uma vida melhor”.

A frase é da primeira-dama da Capital, Regina Becker. Ela compareceu ao encontro ontem, no Orquidário, do qual participaram usuários e integrantes da administração do Minizoo Palmira Gobbi. Não foi um debate conclusivo. Regina destacou que um avanço foi esclarecer o objetivo da prefeitura.

“Eu acho que consegui fazer com que algums pessoas entendessem. Não é uma remoção sem motivos”, define ela.

Entre os principais argumentos estão a poluição inalada pelos animais, o barulho presente quase 24 horas por dia e as más condições das jaulas. À noite, os animais seriam vulneráveis a agressões e a terem arremessados em seus recintos objetos como cigarros e chicletes. Durante o dia, a vegetação impede a passagem de grande parte da luz solar, o que piora no inverno.

De acordo com a primeira-dama, representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estiveram no local e o reprovaram. Um exemplo é o cativeiro das aves, que deveria ser circular e ter altura suficiente para voos. Já os símios apresentam apatia e irritabilidade, segundo Regina. Melhorias no ambiente custariam mais de R$ 1 milhão, apontou. Nem para servir de exemplo educacional a uma criança o minizoo serviria, afirma Regina:

“Não se pode dizer que uma criança aprende alguma coisa vendo um animal enjaulado. Um pai que usa da justificativa de que ele quer, por meio do minizoo, mostrar para o seu filho uma espécie, ele tem de pensar que mostrando um animal enjaulado ele tem de ser aceito em uma situação como aquela”.

As espécies

– Aves como araras, papagaios, gaviões, urubus, pavão, faisão, saracura, mutum-cavalo, marrecas
– Mamíferos com ratões-do-banhado e micos-prego
– Répteis como jabutis

Fonte: Solidariedade Animal

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  1. Um entendimento saudável aos animais e a sociedade gaúcha.
    Não há mais espaço para que esse tipo de parque/instituição/fundação exista em pleno 2011, século 21.

  2. Também parabenizo a coragem e a atitude tomada pela Sra. Regina Becker.
    Já era tempo de alguém fazer alguma coisa por estes “sobreviventes”.

  3. Realmente os zoos não são o melhor lugar para manutenção de fauna silvestre em cativeiro, e nem todos tem condições de manter estruturar adequadas, cabendo aos órgãos responsáveis e a comunidade cobrar melhorias nas condições de vida desse animais. Mas hoje muitos só existem para tentar dar um pouco de dignidade para animais que nunca mais poderão ser soltos na natureza. Quem não conhece um Centro de Triagem, local para onde são encaminhados animais silvestres apreendidos do tráfico, não pode falar que os zôos são a pior coisa do mundo, pois é para lá que vão esses animais do minizoo, em espaços muito menores, úmidos, escuros e, quem sabe, talvez morram de estresse ou por disputa por espaço e doenças das mais diversas. O macaco prego, por exemplo, é uma espécie excedente em todos os cativeiros do Brasil, e no minizoo tem mais de 30! A realidade que hoje se apresenta é bem menos bonita da que imaginamos para dar destino final a fauna silvestre atingida pelo tráfico, cativeiro ilegal, fragmentação de habitats, além dos animais de vida livre que são encaminhados para estas instituições. Interessante é saber que aonde iriam os bugios eletrocutados, mutilados, atropelados e sem condições de reintrodução ou soltura? Assim como tem muitos outros animais que sofrem com isso, os zoos podem e são sim locais para educação ambiental, além de conservação, pois suscitam a reflexão sobre nossa própria forma de vida. Não é simplesmente ver um animal preso – que sem dúvida, é apenas uma sombra do que um animal de vida livre representa – mas cria a idéia de que é possível gerar empatia das pessoas com esses animais, sem estimular com isso a criação em casa. Nem todos os animais silvestres são simpáticos as pessoas, como cobras, lagartos e morcegos e o contato com esses animais cria um vínculo e a compreensão para crianças e adultos que muitas vezes deixarão de matá-los. Como exemplo, o caso das matanças de bugios que as pessoas fizeram na época do surto de febre amarela por ignorância da transmissão da doença. Em Canoas mesmo, muito do trabalho realizado é diretamente relacionado a gestão dos conflitos de fauna silvestre urbana com a comunidade. Acabar com os zôos só tira dos olhos das pessoas algo que continuará acontecendo, além de aumentar a demanda para os já abarrotados Centros de Triagem que, cabe lembrar, só existe UM no Estado!

  4. Concordo que animais em cativeiro podem ser utulizados na educaçãoa ambiental, até porque se eles estão ali é porque foram identificados como não aptos a serem soltos ou reintroduzidos em vida livre. Acontece que o minizoo não estava sendo sub utilizado como uma ferramenta de educação ambiental educação dandoa aimpressão as criancas que lugar de bicho é em gaiolas. Cabe salientar que um dos maiores motivos para fechar o minizoo é a redução de custos da SMAM…

  5. É UM ABSURDO.
    O MINIZOO É UM LOCAL QUE EU FREQÜENTEI DEIS DE PEQUENO, E AGORA QUEREM DESATIVAR ALEGANDO QUE NÃO TEM NECESSIDADE DE GASTAR DINHEIRO COM ISSO? POXA COMO AS PESSOAS ACHAM ISSO ACEITÁVEL? É UM ABSURDO, É UM PATRIMÔNIO DE PORTO ALEGRE E DEVE SER PRESERVADO CUSTE O QUE CUSTAR. NÃO TROCARAM O LAÇADOR DE LUGAR? QUE TROQUEM O MINIZOO TAMBÉM, MAS ACABAR COM ELE É INACEITÁVEL.

  6. A BURRICE que impera nesta prefeitura é demais! Porto Alegre é demaaaais!!!

    Desativar um local que existe há quase um século seria como desativar o parque inteiro só para não ter que desembolsar dinheiro para as reformas. Os carros incomodam os animais? Então que retirem os carros de perto!!
    As arvores cobrem a luz do sol? Então que façam as podas dos galhos!!

    Não! É mais facil bancar o “eco-chato” e aceitar a mulher mandar mais do que o prefeito da capital. Sem contar que está fazendo algo a sua propria vontade e não pela vontade do povo. Eu curto o mini-zoo desde criança e gostaria que aquele lugar fosse reformado para o bem estar daqueles animais.

    Soltá-los não adiantará em nada já que estão acostumados com a presença das pessoas…

    Volta PT!!!

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