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Preso traficante com 47 animais silvestres; dois filhotes já estavam mortos

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O Ibama apreendeu, ontem (13), 47 filhotes de araras, ararajubas e papagaios em poder de um traficante de animais silvestre, o sargento reformado da PM de São Paulo, Marco Antônio Alves, 39 anos, que foi parado numa barreira da PRF na rodovia Transamazônica. O acusado pretendia levar os pássaros do sudeste do Estado para São Paulo, usando um carro Vectra alugado.

Além de responder a processo criminal junto à Polícia Federal, ele foi penalizado pelo Ibama em R$ 235 mil, por transportar ilegalmente animais da fauna brasileira. O autuado tem 20 dias para recorrer da multa.

Com menos de quatro semanas de idade, as aves foram colocadas numa caixa de madeira com cerca de um palmo de altura. Provavelmente elas foram roubadas dos seus ninhos, segundo o Ibama, e a maioria ainda não tinha nem penas.

“Nessa fase da vida, os psitacídeos dependem dos pais para tudo e não se alimentam sozinhos. Dois filhotes já estavam mortos quando chegamos. Quase todos morreriam de fome ou dos maus-tratos antes de chegar ao mercado de vidas, que certamente era seu destino”, explica a chefe da Divisão de Fauna do Ibama em Marabá, Christina Whiteman.

O acusado foi autuado por tráfico de animais silvestres em Marabá e, após responder a Termo Circunstanciado de Ocorrência, acabou liberado. Vale lembrar que nos últimos dois anos o acusado foi preso outras três vezes pelo mesmo crime ambiental. Ele disse que recebeu os pássaros em Jacundá, a 100 quilômetros de Marabá, e fazia apenas o transporte das aves.

Os pássaros foram encaminhados para a Fundação Zoobotânica de Marabá e nesta sexta-feira devem ser transferidos para o zoológico de Carajás.

Fonte: Diário do Pará

Nota da Redação: Espera-se que, assim que os pássaros estejam em condições de sobreviver na natureza novamente, sejam devolvidos à liberdade.

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  1. “acabou liberado. Vale lembrar que nos últimos dois anos o acusado foi preso outras três vezes pelo mesmo crime ambiental”, percebe-se nitidamente que não há coerção; faz-se o crime ambiental, cumprem-se regras e determinações impostas pela lei vigente e acaba por aí.

    Reafirma-se a esse individuo que ele erra, mas seu erro é “abonado” ou menor que qualquer outro crime. Ou seja, cria-se um monstro.

  2. Infelizmente, a chance dessas aves serem devolvidas à natureza são mínimas, sendo tiradas do ninho tão pequenas, ficsram sem a convivência e o aprendizado dos pais, que são tão necessários às aves em seu ambiente natural. Caso sobrevivam, o destino deve ser mesmo o zoo. A legislação ambiental brasileira é uma piada mesmo.

  3. Cara Betania, a Legislação Ambiental não é piada. Falo isso de conhecimento de causa e de ação, pois meu trabalho é esse.

    Muitas vezes a Leg. Ambiental esbarra em Juízes e Promotores que, ao olhar deles, sob a ótica deles, a intenção do criminoso tem outras facetas e daí o cidadão passa a responder por apenas isso ou aquilo, deixando de cumprir a totalidade de penas que foram impostas a ele no ato da prisão, da voz de prisão feita pelo Agente ou do próprio Delegado.

    Quando se prende um meliante, um criminoso ou até mesmo um suspeito, há todo um processo que é julgado pelo Juiz baseado no que diz as Leis, as colocações dos advogados, a opinião pública e do próprio Juiz e júri, caso haja.

    O que é preciso, opinião minha, é que crimes ambientais tenham uma conduta de julgamento diferenciada e determinada.

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