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Tamanduá que ficou paraplégico recebe cuidados no hospital da UFU

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Animal foi atropelado em uma estrada. No último ano,
unidade recebeu cerca de 1.000 animais silvestres.

O atendimento a animais silvestres cresceu nos últimos sete anos no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia. No último ano, foram cerca 1.000 atendimentos segundo o diretor-executivo do hospital, Amado da Silva Nunes Júnior. Em 2003, quando a instituição deu início ao trabalho clínico e de pesquisa na área, foram 13 atendimentos.  Atualmente, o hospital trata um tamanduá, que, após ser atropelado em uma estrada, sofreu uma lesão na coluna e ficou paraplégico.

Após atropelamento, tamanduá ficou paraplégico. Foto: Reprodução/TV Globo

De acordo com a médica residente Heloísa Pereira, o tamanduá foi tratado com medicamentos e agora faz sessões de acupuntura, que tem ajudado na reabilitação. O hospital recebe animais silvestres capturados nas áreas urbanas por moradores e aprendidos pela polícia ambiental.

“A incidência de animais nas áreas urbanas é devida à perda de áreas naturais, no caso da nossa cidade, para a atividade agropecuária. Uberlândia está rodeada por represas e isso não deixa de causar impactos ambientais”, disse Júnior. Ainda de acordo com o diretor-executivo, o aumento no atendimento é favorecido pela conscientização das pessoas. “Quem encontra esses animais tende a levá-lo para ser cuidado. Isso, além do trabalho efetivo da polícia ambiental, responsável pela captura”, falou.

Por estresse, arara chegou ao hospital sem penas. Foto: Reprodução/TV Globo

O cuidado inadequado em casa acarreta problemas. Uma arara apreendida em uma casa de Uberlândia chegou ao hospital com quadro de estresse, segundo a veterinária. “O proprietário, às vezes, acha que sabe cuidar do animal, mas não sabe. O animal fica estressado e ele mesmo arranca a penas. Nasce e ele arranca de novo”, disse a veterinária.

Após receber cuidados, os animais saudáveis são devolvidos ao habitat natural. Reservas naturais e zoológicos podem ser o destino daqueles que não conseguem a reabilitação completa, de acordo com o diretor-executivo da unidade.

De acordo com o capitão Carlos Magno, subcomandante da Polícia de Meio Ambiente da cidade, é crime criar animal silvestre sem a devida documentação. A pena varia de seis meses a um ano de prisão, além de multa, que é agravada se o animal estiver na lista de extinção.

Fonte: G1

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  1. Compreendo ipisis litteris o colocado pelos profissionais mencionados na reportagem, contudo, é mister a observação a seguir: nem sempre é possível, a quem encontra os animais feridos, entrar em contato com os órgãos responsáveis e nem sempre esses mesmos órgãos se dispõem a ajudar com eficácia.

    Tive um episódio ocorrido comigo em minha casa onde um Falcão de Coleira entrou pelo basculante do banheiro. Liguei para todos os órgãos que deviam ter essa competência e em ligação alguma eu recebi um melhor norte, ou fui informada para onde deveria ligar na certeza do pleno atendimento.

    No total desespero recorri a uma Veterinária de animais silvestres e somente o Veterinário – que não tem alcunha ou meios de qualquer órgão público – me deu amparo no que melhor fazer e o nome de quem eu procuraria para socorrer a falcoazinha (curada e solta aqui no bairro em segurança).

    Críticas a quem pega esses animais e tenta deixa-los bem podem ser feitas, mas sempre baseadas nos 2 lados que o fato possui, principalmente por conhecer os órgãos que tratam dessa temática.

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