• Home
  • Zoológico mata animais e os deixa apodrecer a céu aberto

Zoológico mata animais e os deixa apodrecer a céu aberto

7 comments

Por Vanessa Perez  (da Redação)

Animais mortos a tiros por guardas em um parque-safári. (Foto: Reprodução/The Sun)

Animais foram mortos a tiros por guardas em um parque-safári, e depois foram largados para apodrecerem ao lado de caixas, no Reino Unido.

Segundo informações do jornal The Sun, as cenas eram tão horríveis que a fotógrafa oficial do zoológico convocou os gestores para um conselho. Os policiais foram alertados depois que Penny Boyd, 58, revelou como os tratadores destreinados atiraram nos animais. Os mesmos possuíam armas e praticavam exibições ao vivo.

Horrorizada, Penny – que abriu um processo com documentos referentes à carnificina no Knowsley Safari Park, em Merseyside – descreveu o tiroteio como “a última gota-d’água”:  “Uma manhã, ouvi um tiro e olhei para fora e vi  uma antílope linda que eu tinha conhecido há anos, sendo derrubada. Outros dois tiros foram necessários antes que ela estivesse mesmo morta. Esse tipo de trabalho deve ser feito apenas por pessoas experientes.”

Penny – que vive no parque há dez anos – disse: “Foi desprezível ver que animais poderiam ser abatidos e despejados para apodrecer no dia seguinte”.

A justificativa absurda apresentada para essa atrocidade covarde e cruel era que a matança era destinada a reduzir o número de animais já que as terras já não suportavam a atual quantidade.

As fotos de Penny foram entregues ao conselho de Knowsley – responsável pelo licenciamento do parque de propriedade do Conde de Derby – e revelaram cenas terríveis escondidas dos amantes dos animais.

O parque que se vangloria por sua “ênfase no bem-estar animal”, recebe visitas escolares. O parque orgulha-se de seus rebanhos de cervos raros, que incluem a criticamente ameaçada espécie Pere David’s.

A visão era de animais que foram baleados e, em seguida, descuidadamente espalhados em torno de um lixão escondido. Enquanto alguns cadáveres eram colocados em caixotes de lixo, outros grandes foram simplesmente deixados no chão por mais de uma semana.

Ela disse: “O descarte é de parte da vida de um parque. Se a terra só pode suportar tantos animais que você não tem escolha, precisa se livrar do excedente”.

Penny, de Hawick, na Escócia, afirmou que as normas do parque não estavam sendo cumpridas depois que seu parceiro – que trabalhou como curador – perdeu o emprego no ano passado.

Ela disse: “A atmosfera ficou ruim, empresas precisam de lucro para permanecer funcionando – mas acredito que os jardins zoológicos e parques de vida selvagem deveriam colocar o bem-estar animal em primeiro lugar.

“Eu protestei sobre deixar animais mortos ao redor. Infelizmente ninguém parecia achar que havia algo errado.”

O Conselho discordou depois de ver evidências de Penny e abriu um inquérito com veterinários do governo. O parque foi considerado uma violação aos regulamentos estritos sobre animais, considerados  “subprodutos” – e foi forçado, por liminar, a construir um alojamento para as carcaças.

A polícia também foi chamada para “alertar” o parque sobre o uso de armas de fogo.

Merseyside, disse que, enquanto infrações não fossem encontradas, “recomendações processuais seriam feitas em relação a liberação de armas de fogo para guardas”.

Edward Parry, diretor de operações do parque , disse: “Nós não estávamos conscientes da irregularidade  sobre manutenção de animais mortos em um recinto coberto. Fizemos o que estava ao nosso alcance, admitimos que erramos e vamos nos organizar”.

Um porta-voz acrescentou: “Sempre que quaisquer violações foram identificadas, medidas adequadas serão tomadas”.

Nota da Redação: Zoológicos não deveriam existir, a não ser que pudessem cumprir o papel de lar temporário para animais em reabilitação. Lugar de animal é livre na natureza e não condenado a viver em jaulas e ambientes artificiais para o usufruto perverso humano. Não existe tratamento digno para um animal enquanto este for mantido preso, longe de seu habitat, desprovido de seu direito essencial à liberdade. Não bastasse tanto sofrimento, os animais agora além de confinados ainda são humilhados, torturados e mortos. Um filme de horror, uma realidade deprimente que precisa deixar de existir.

About the Author

Follow me


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. QUANDO ocorre um crime inominável como este, no Reino Unido, líder histórico das leis de “bem estar aos animais”, ficam provadas duas coisas, a primeira que precisamos muito cuidado com leis destinadas a regular empreendimentos capitalistas referentes a animais e a segunda que os conceitos de “Animal Welfare” são uma desgraça que precisa ser combatida.
    NA REDAÇÃO da reportagem, algumas expressões colocadas entre parêntesis mostram quais noções fazem parte do empreendimento, então podemos focar os seguintes fatos totalmente absurdos sob o ponto de vista ético:
    1º. O local era usado para vizitas escolares.
    2º. Há uma noção de que pode ocorrer o excedente de animais.
    3º. Fica claro que os “excedentes” ocorrem em decorrência de duas variáveis conjugadas, número de animais e quantidade de dinheiro arrecadado na exploração do negócio.
    4º. O que foi considerado mais grave para a denunciante, foi “…deixar animais mortos ao redor”.
    5º. Consideram que às vezes “é necessário” diminuir o número de animais.
    6º. O CONSELHO, no tratamento do caso fala em animais que se tornam “subprodutos”, que parece ser o caso de ocorrer o excedente.
    A DECLARAÇÃO de Edward Parry, lembra a de um assassino serial: ” …nós não estávamos conscientes da erregularidade”.
    ENFIM indivíduos sem noção alguma do que é certo e errado podem decidir como juizes supremos sobre o fim da vida dos inocentes que tiveram a desgraça de estarem num inferno destes.
    MAS É claro que existem numerossímos outros infernos para os animais, como os cercados que mantêm presos aqueles que estão no corredor da morte dos matadouros.

  2. Discutir o que fazer com as carcaças não leva a nada!
    O mais terrível já foi feito: assassinaram animais inocentes sem um motivo decente (mesmo porquê não existe motivo para tal) e de forma cruel – atiradores despreparados que ainda torturaram os animais antes da morte.
    Isso deveria ser discutido. Isso é crime!

  3. Lorival Ferreira ,otimo seu comentario concordo plenamente. outra coisa nunca achei que nestes parques usassem armas de fogo e sim tranquilizantes para alguma emergencia.

  4. Concordo com a Karen, discutir o que já foi feito, nessas circunstâncias, é enxugar gelo e ouvir blábláblá de quem fez.

    A nota da redação ANDA foi exemplar em sua colocação; não podemos é concordar que zoológicos existam nos moldes que hoje se apresentam.

    Supor que ver animais em situação de prisioneiros subjugados e infelizes é lazer saudável é que é criminoso, senão, doentio por parte dos visitantes e daqueles que teimam em tirar arrecadação, lucro com essa prática triste.

    Que tais Fundações e Parques se transformem em locais de preservação e tratamento de animais resgatados; que ali se insira pesquisa unicamente, nada de visitação, lucro e aspectos de voyerismo.

{"email":"Email address invalid","url":"Website address invalid","required":"Required field missing"}
>