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42 gatinhos de abrigo são adotados neste sábado, nos EUA

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Por Giovanna Chinellato (da Redação)

Com seus abrigos lotados de gatinhos esperando novos lares, a Rochester Animal Services, nos EUA, tentou uma nova abordagem para o problema de superpopulação de animais neste sábado de manhã: doar gatos sem cobrar nenhum tipo de taxa.

“Queríamos fazer algo para conseguir definitivamente uma casa a esses gatos”, disse Chris Fitzgerald, diretora da Animal Services da cidade.

Das de da manhã às três da tarde, o abrigo doou todos os 42 gatos disponíveis para adoção, disse a assistente do local Pam Cook.

“Foi um sucesso. E queremos agradecer sinceramente todos os adotantes”, ela disse.

Dentre os sortudos do dia estava o adotante Justin Hovis de Fairport, que saiu do abrigo acariciando seu novo amigo patudo. “Eu amo gatos, e quando soube que eles estavam doando vim correndo.”, ele disse.

Asa Adams de Rochester estava tão feliz ao adotar um gatinho cinzento que ele disse que voltaria para buscar outro para que suas netas também pudessem amar um bichano. “Oh, elas irão se divertir muito dando-lhe um nome”, ele disse.

Segundo informações do jornal Roc Now, o objetivo de sábado era abrir vagas no abrigo para a inevitável nova onda de gatinhos abandonados que irão aparecer.

“Todo mundo acha que a primavera e o começo do verão são a época dos gatinhos,  e ficamos abarrotados de filhotes, mas eles aparecem o ano todo por variadas razões”, disse Fitzgerald.

Mais de 3200 gatos são fichados pelo Animal Services de Verona Street todo ano. Desses, 500 são adotados, 600 a 700 vão para lares de apoio ou grupos de resgate, 50 são pedidos de volta pelos tutores e dois mil são mortos.

Os números são similares para a Humane Society de Greater Rochester. Lá, oito mil gatos chegam por ano, e metade acaba morta. “E a maioria são animais perfeitamente saudáveis”, disse Adrienne McHargue, da Humane Society. “Simplesmente não existem casas suficientes.”

Nacionalmente, de acordo com a SPCA, de 5 a 7 milhões de animais acabam em abrigos todo ano. Desses, de 3 a 4 milhões são mortos – 60% dos cães e 70% dos gatos.

McHargue disse que não existem problemas com superpopulação de cães. Aliás, essa sede da Humane Society até pega cães de outros abrigos.

Mas com os gatos é diferente. A superpopulação vem da ideia de que gatos devem andar livres por aí, sendo que a maioria das pessoas não castra seus animais.

“E estamos tentando mudar isso”, ela disse. “Queremos que as pessoas vejam seus gatos como veem os cães, parte da rotina da família, da casa, não algo que você joga para fora da porta.

O malhado de preto e branco com apenas 7 meses de idade adotado no sábado por Cheryl Seiler de Rochester já foi doado castrado e não será um gato de rua. Ela o chamou de Alexander.

“Eu acho horrível que existam tantos gatos rejeitados”, ela disse, coçando atrás das orelhas de Alexander. “As pessoas precisam ser responsáveis. As pessoas imaginam ‘Ah, um gato pode tomar conta de si’, e não é bem assim.”

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