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Animais impedidos de morar com seus tutores morrem de frio, fome e tristeza, em Cubatão (SP)

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Por Fernanda Franco  (da Redação)

Desde o início do ano, moradores vêm sendo sendo removidos dos bairros Cota, nas encostas da Serra do Mar, em Cubatão (SP), para ocuparem conjuntos da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) – novas unidades habitacionais, especialmente construídas para as pessoas que, durante décadas, moraram em áreas de preservação ambiental e de também de alto risco.

Cães foram impedidos de partir com seus tutores (Créditos: Denise Araújo)

No entanto, assim que começaram as remoções, os moradores foram proibidos de levar os seus animais, sendo obrigados a abandoná-los nas piores condições. Muitos cães e gatos ficaram para trás, sofrendo de frio e de fome.

Conforme publicado na ANDA, o secretário estadual da Habitação, Lair Alberto Soares Krahenbühl, chegou a liberar oficialmente a permanência dos animais nas novas unidades habitacionais, mas segundo Denise Araújo, integrante do grupo de proteção animal ADVAC (Associação em Defesa da Vida Animal), a situação continua preocupante. “As autoridades não estão tomando nenhuma providência para abrigar os animais que foram abandonados. Estimamos que sejam cerca de 5.300 famílias. Muitos dos animais nós conseguimos resgatar, alguns morreram e outros vivem na mata até hoje. Precisamos de ajuda, as autoridades não estão fazendo nada para cuidar desses animais”, denuncia Denise.

A protetora conta que o secretário estadual da Habitação, Lair Alberto Soares Krahenbühl, se comprometeu em utilizar recursos para a construção de um abrigo para os animais. “Estivemos com o secretário Lair e formamos um grupo de trabalho com a PM de Cubatão e o Ministério Público. Nós já apresentamos um projeto chamado Abrigo Picollina, mas nada acontece e enquanto isso os animais estão morrendo”, relata Denise.

Alguns animais não resistiram e acabaram morrendo de fome ou de frio (Créditos: Denise Araújo)

A ADVAC já realizou 9 mutirões de castração em bairros carentes de Cubatão, esterilizando cerca de 950 animais. “Conseguimos uma parceria com uma empresa de meio ambiente daqui, por isso conseguimos pagar os veterinários e os medicamentos necessários”, conta Denise, indignada com a ausência de políticas públicas voltadas para a proteção dos animais.

Segundo a protetora, é preciso unir esforços para denunciar essa atrocidade de que estão sendo vítimas os animais abandonados: “precisamos nos unir, acredito que só possamos conseguir algo se denunciarmos a todos o que está acontecendo”.

Mobilização pelos animais

Quem quiser entrar em contato diretamente com a secretaria da Habitação e cobrar providências sobre a situação de maus-tratos e abandono a que estão sendo submetidos cães e gatos membros das famílias transferidas para as novas unidades habitacionais, basta acessar diretamente a página da Ouvidoria e preencher o formulário de denúncias.

Muitos gatos também ficaram desamparados (Créditos: Denise Araújo)

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Nota da Redação: As imagens falam por si. Em cada olhar triste e perdido desses animais vemos o descaso, a indiferença e a falta de responsabilidade das autoridades envolvidas na remoção desses moradores. Os cães e gatos, que antes faziam parte das famílias transferidas, agora são simplesmente descartados pelo caminho. É deprimente, injustificável, vergonhoso que seres inocentes vivam e morram de frio, de fome e de tristeza, ao serem proibidos de viver junto de seus tutores. Que tipo de autoridades são essas, incapazes de agir em favor de seres indefesos, incapazes de mover esforços pela justiça e interceder pela vida?

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  1. 1 – Segundo a matéria, não há óbice por parte do governo para que os animais sejam levados pelos seus tutores.

    2 – Já há ampla jurisprudência plemamente pacificada que permite a habitação de animais de pequeno porte em apartamentos.

    3 – Os moradores que ocupavam a área de proteção ambienta, pelo visto, tinham animais mais para “proteção” de suas moradias e não por qualquer apego sentimental a eles, senão, não os tinham abandonado.

    4 – Nos EUA em alguns estados há leis rígidas de amparo aos animais e este tipo de abandono teria levado seus tutores os tribunais. No Brasil, a legislação, a é fraca e quando há, não é cumprida. A Lei sempre é para os outros…

    Portanto, considerando que os tutores trataram seus animais como restos, sobras de mudança evidenciando um caráter questionável; conmsiderando também que o ministério público silenciou perante o caso, o que está sendo comum no estado de são paulo, cabe ao estado realizar ação para resgatar estes animais cruelmente abandonados, dando a eles destino seguro, alimentação, amparo médico e colocando-os para que sejam adotados por pessoas mais responsáveis.

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