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Instituição realiza soltura de tamanduá que se refugiou em borracharia

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(Foto: Reprodução/ A Crítica de Campo Grande)

O Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras) reintroduziu já nesta quarta-feira (4) um tamanduá-bandeira fêmeo que foi encontrado ontem em uma borracharia no bairro Moreninhas.

“O período que os animais permanecem no Cras é relativo ao estado em que se encontram. Como este tamanduá está em perfeito estado, porque foi apenas resgatado na cidade, a soltura é planejada de imediato”, explica o biólogo e coordenador do Cras, Elson Borges.

Na manhã de hoje, dois funcionários retiraram o animal da jaula onde passou a noite. Imobilizado pelas patas dianteiras, o tamanduá foi examinado por uma bióloga que fez a retirada de carrapatos para futura análise dos parasitas. Com ajuda de um aparelho, a profissional procurou saber se o animal possuía algum chip. Nada foi detectado, o que indica que essa é a primeira vez que ele foi capturado.

Após esse procedimento padrão, o tamanduá foi colocado em uma caixa especial para o transporte e levado a uma propriedade rural cadastrada para soltura de animais silvestres, localizada a 64 km do Centro de Campo Grande. O novo local onde o animal foi solto já recebeu cerca de 15 tamanduás, além de outros animais que passaram pelo Centro de Reabilitação.

“Esta área apresenta características ideais para soltura. Aqui existem áreas de preservação, recursos hídricos, além de encontrarmos animais da mesma espécie. Não há presença de caçadores e não está próxima de uma rodovia que apresente risco”, conclui Borges.

(Foto: Reprodução/ A Crítica de Campo Grande)

Aparições na cidade

Todas as semanas o Cras recebe animais que foram resgatados na cidade. Com a expansão do município, com construções próximas às áreas rurais, já é frequente a captura de bichos em locais urbanos.

Segundo Borges, as luzes também são fatores responsáveis por atraírem muitos insetos, o que se torna uma grande oferta de comida ao animal.

“Além disso, temos que levar em conta que o tamanduá possui bom faro, mas tem a visão ruim. Este bicho anda meio sem direção e pode acabar indo parar em lugares impróprios”, completa o biólogo.  

Fonte: A Crítica de Campo Grande

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