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Empresa de cruzeiro responde por morte de três baleias

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O cadáver de uma baleia achada preso ao casco de um cruzeiro na última semana é o terceiro caso envolvendo a mesma empresa em 10 anos e chama a atenção para as consequências do aumento do tráfego marítimo na vida animal.

Baleia morta no Alasca: aumento do tráfego de cruzeiros preocupa ambientalistas (Foto: Reprodução/Primeira Edição)

Na semana passada, o cruzeiro de luxo da companhia Princess Cruises teve de atracar em Juneau (Alasca, Estados Unidos) quando turistas de outros cruzeiros notaram a carcaça de uma baleia jubarte fêmea adulta preso à quilha da embarcação.

A empresa disse que a tripulação do navio não teria sentido impacto algum e afirmou que não havia relatos de baleias próximas à região do acidente. Segundo a companhia, os navios reduzem a velocidade em regiões sabidamente povoadas por baleias, ou até mesmo mudam a rota para não passar por essas regiões.

No entanto, não é o primeiro incidente desse tipo envolvendo a mesma empresa. Há um ano, uma baleia fin foi achada morta no casco de outro navio da Princess, na mesma região de Juneau. Posteriormente, a autópsia indicou que o animal já estava morto ou doente quando foi atingido.

Em outro caso, em 2007, a companhia pagou US$ 750 mil dólares (cerca de R$ 1,350 milhão) para chegar a um acordo com relação a uma acusação referente a uma baleia achada morta em 2001. O mamífero, também uma jubarte, estava grávida e foi achado com seu crânio esmagado. A Princess não admitiu no acordo ter atingido a baleia, mas assumiu culpa por navegar acima da velocidade segura em regiões povoadas por esses animais.

Causa mortis

A suspeita é de que o corpo do mamífero tenha se enganchado ao casco do navio durante a noite. Os veterinários da NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos) e o Alaska Sea Life Center (Centro da Vida Marinha do Alasca) farão a autópsia para descobrir se o animal morreu com o choque ou se já estava ferido ou morto antes de colidir com o navio.

Fonte: Primeira Edição/JC Online

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