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Molhe Leste está abrigando mais de 70 leões-marinhos

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Técnicos do Projeto Mamíferos Marinhos do Litoral Sul, desenvolvido pelo Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental, realizaram, na última sexta-feira, novo monitoramento dos leões-marinhos que utilizam o Refúgio da Vida Silvestre (Revis), localizado no Molhe Leste (situado do lado de São José do Norte). Na atividade, registraram a presença de 76 leões-marinhos, sendo a maioria adultos e subadultos, descansando junto aos tetrápodes (blocos de concreto) do molhe. Conforme o oceanólogo Kléber Grübel da Silva, do Nema, o Revis está praticamente com a ocupação máxima destes animais.

A equipe do projeto está agora na expectativa do encerramento das obras de ampliação dos Molhes da Barra para fazer uma avaliação do novo equilíbrio de ocupação dos leões e dos lobos-marinhos no Revis. Silva explica que o refúgio compreende uma área de 1.000 metros de comprimento por 250 metros de largura, onde antes era a ponta do molhe. Com a ampliação do Molhe Leste em 370 metros, será verificado se eles permanecerão na mesma área ou se passarão a utilizar a nova ponta do longo braço de pedra construído mar a dentro. “Se eles mudarem de espaço, será necessária uma redefinição dos limites da unidade de conservação. Precisaremos estabelecer novos limites para contemplar a proteção deles”, observou.

Até o momento, tem sido verificado que estes animais têm se espalhado mais, avançando um pouco além do espaço do Revis. Silva disse que a tendência é expandir mais a área de uso, mas as obras ainda não terminaram, e a dinâmica espacial de ocupação só se definirá quando parar a movimentação de operários e caminhões no local. Isso porque estes mamíferos preferem ficar em locais sem muito movimento.

Em relação ao número de leões-marinhos que utilizam o molhe para descanso, a obra não causou alteração. Foram mantidas a mesma quantidade de animais e a sazonalidade da ocupação. Segundo o oceanólogo, durante os mais de dois anos de obras, houve uma boa convivência entre os operários que nelas atuam e os leões-marinhos, chamados “guardiões dos molhes”. “Não houve nenhum tipo de acidente que tenha causado impacto significativo na população destes animais”, ressaltou.

Como medida mitigadora das obras, o Nema foi contratado pelo consórcio responsável pela ampliação para realização de um trabalho que envolveu educação ambiental – para orientar os operários sobre como agir em relação aos animais, implantação de um protocolo de conduta entre obras e leões-marinhos e monitoramento semanal para avaliação da população destes mamíferos. O monitoramento objetiva ver se ocorrem impactos e, caso aconteçam, fazer as medidas corretivas.

“Do ponto de vista do projeto, estamos conseguindo êxito no desafio, que é manter a população de leões e lobos no Revis com mínimo impacto e viabilizar a ampliação dos Molhes da Barra de Rio Grande, que é uma necessidade socioeconômica do Município, do Estado e do País”, destacou o oceanólogo.

Fonte: Agora

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