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Canil municipal de Coimbra é ampliado para maior conforto e segurança

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Tratadora e um cãozinho no canil (Foto: Reprodução)

O Centro de Recolha de Animais – Canil e Gatil Municipal de Coimbra vai dispor de 10 novos canis especialmente concebidos para cães que aguardam por um novo tutor. As instalações fazem parte da primeira fase das obras de ampliação do centro e serão inauguradas segunda-feira (07). Ontem (03) o Diário de Coimbra visitou o novo pavilhão, que decerto trará mais conforto aos animais e segurança a quem deles trata, mas também viu chegar cinco cães (todos de raça pequena e simpáticos) tristemente abandonados numa propriedade privada, e viu cachorrinhos pequenos desesperados por mimos e brincadeiras, e cães bonitos (talvez de raça) que foram abandonados. Todos à espera de serem adotados.

“No seguimento do que já havia sido feito durante o mandato anterior, pretendemos com estas obras oferecer melhores condições de trabalho às pessoas, bem como as condições de higiene e segurança dos animais que estão conosco”, disse ao Diário de Coimbra o vereador responsável pelo centro, Luís Providência.

De acordo com o autarca, os cães são os animais que exercem maior pressão na atividade diária do centro. “Temos apostado em campanhas de adoção daqueles que estão em condições para isso. Recolher os animais errantes é a nossa missão, mas, se conseguirmos que alguns possam ter um lar é ótimo”, declarou, notando que o número de adoções tem aumentado, fruto do esforço de divulgação, nomeadamente através da página da Câmara Municipal na internet (www.cm-coimbra.pt), com a campanha “Coimbra adopcão”.

Isso mesmo refere a veterinária municipal, Filomena Ramalho: “A nossa primeira missão é preservar a saúde, a segurança e a tranquilidade pública, depois vem a missão de preservar o bem-estar dos animais”. As novas instalações, com 10 novos canis (que poderão servir para mais do que um animal), vão evitar que alguns animais que podiam ser adotados sejam sacrificados graças à superlotação do espaço.

Estes novos compartimentos somam-se aos já existentes 29 canis e seis celas semicirculares (usadas para animais agressivos, que estão em quarentena etc.). A obra incluiu ainda um novo espaço para prestação de cuidados médico-veterinarios básicos e uma área de congelação de cadáveres (depois recolhidos por uma empresa responsável pela incineração, que é obrigatória por lei).

Admitindo que o principal está feito, o vereador Luís Providência refere que são necessárias adaptações e melhorias nas instalações antigas, bem como a construção de um gatil. A veterinária espera que este venha a ser construído ao lado do novo pavilhão, com as devidas condições, janelinhas nos compartimentos e uma espécie de jardim interior. Até lá, os próprios funcionários do centro estão adaptando uma divisão para acolher os gatos.

Adoção sim, mas consciente

A veterinária lembra que ninguém é obrigado a ter um animal, só o tem quem quer e quem pode. A adoção tem de ser um ato de consciência, uma decisão da família, porque é um ser vivo que entra em casa e que precisa de cuidados. Mais vale não ter um animal do que o ter e não cuidar dele devidamente ou cumprir a legislação. É por isso que, antes de dar algum animal, os responsáveis do canil fazem um inquérito para avaliar as condições do adotante. “Já recusamos algumas adoções”, garante a responsável municipal.

“Para o animal sair daqui e ficar preso, confinado a um bidão, sem cuidados básicos, vacinas, desparasitação, sofrendo e pondo até em perigo a saúde e segurança de terceiros, não vale a pena. 

O canil é o único local onde o abandono não é ilegal. Segundo a veterinária alguns tutores vêm ali deixar os seus animais, porque já não têm condições para os ter (com a crise, falta o dinheiro para também os sustentar), porque mudaram de casa ou vão emigrar e, muitos, porque os cães estão gravemente doentes ou são violentos. Pagam sempre uma taxa por o fazerem. Dependendo dos casos, os cães são colocados para adoção ou eutanasiados (no caso de estarem muito doentes).

Vacinação antirrábica e identificação eletrônica

Os serviços veterinários municipais levam a cabo de hoje até dia 6 de julho uma ação de vacinação antirrábica e de identificação eletrônica nas diversas freguesias do concelho. Filomena Ramalho recorda que a vacinação é obrigatória para todos os cães, bem como a identificação eletrônica (com implantação de microchip) dos animais que nasceram depois de julho de 2008, já que antes dessa data, eram identificados somente os cães perigosos ou potencialmente perigosos e os cães que participavam em atos venatórios.

A identificação eletrônica permite, segundo a veterinária, contatar o tutor para lhe devolver o animal, se este estiver perdido, mas também responsabilizá-lo pelo eventual abandono ou pelos danos que o cão tenha provocado ou recebido (acidentes, danos materiais, agressões etc.). A contraordenação por abandono vai dos 500 aos 3.740 euros.

Hoje, os serviços municipais estarão nas freguesias de Antuzede (Antuzede e Póvoa do Pinheiro, às 9h30, S. Facundo e Cidreira às 11h) e Lamarosa (Andorinha às 14h30, Casais de Vera Cruz às 16h, Ardazubre às 17h e Vila Verde às 18h). As ações de vacinação prolongam-se até 6 de julho, estando expostos nas juntas de freguesias os editais com as datas e respectivos locais de vacinação.

Números:

546 animais que entraram desde janeiro
425 cães entregues ou capturados
121 gatos entregues ou capturados
99 animais adotados desde janeiro
25 animais restituídos aos tutores

Fonte: Diário de Coimbra

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  1. Tenho imensa pena que no Município de Condeixa-a-Nova, tão pertinho de Coimbra, os animais sejam tratados sem a mínima dignidade.Aquela coisa à qual chamam canil, não é mais do que um local onde os despejam e os deixam morrer.Em pleno séc.XXI, em que tanto se fala nos Direitos dos Animais, ali não devem saber o que isso é.Se alguém com o mínimo poder, puder intervir de alguma maneira,estou certa de que os animais da zona a que me refiro, agradecem vão aparecer pessoas dispostas a ajudar, pessoas que fazem o que podem mas que não têm tido respostas à altura da situação porque são meros e simples cidadãos, cuja voz e apelos ninguém tem ouvido e que sairão do anonimato assim que haja a mínima brecha.Será que alguém com algum poder de argumento e não só está disposto a ajudar os animais de Condeixa-a-Nova?

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