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Égua prenha cai de uma altura de 5 metros e é sacrificada

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Ana Beatriz Davies


Uma égua caiu de uma altura de mais de cinco metros, estava em final de prenhez. Ela teve fratura de coluna e agonizou por horas, assim como o potro.  Na hora em que ela foi eutanasiada, o potro, que morre primeiro, se batia na barriga, e saíam lágrimas dos olhos da égua. Até o coração dela parar, ela chorava. Foi uma das cenas mais tristes que já vi. Ela merecia ver o filhote que carregou por quase 1 ano. E ele merecia viver. Já saía leite das tetas. Um horror.

Este é um episódio triste, cruel e desumano, acontecido em nossa cidade, Petrópolis/RJ. Um exemplo do descaso do Poder Público, da Prefeitura, dos órgãos públicos responsáveis, da Câmara Municipal e até mesmo nosso, que aceitamos que crueldades assim sejam corriqueiras, parte do dia a dia.

Nós, que aceitamos os “deixa pra lá” usados para justificarem nossas consciências e nossas vidas tão ocupadas, “não-é-problema- meu”, quem tem que resolver isso é a Prefeitura e os órgãos responsáveis e blá, blá, blá…

Correto, é a Prefeitura e o Poder Público que têm de resolver sim, mas sabem como?

– Cumprindo as leis que proíbem maus-tratos aos animais, sejam quais forem.

– Cumprindo a defesa do meio ambiente como um todo – flora e fauna que compõem nossa existência como cidadãos
e cidade.

Foram eleitos com os seus votos, com o meu voto. Meu título de eleitor é petropolitano e sendo assim votei aqui e votando aqui, escolhi aqueles que seriam a minha voz e me atenderiam e sendo assim eu quero que os animais sejam bem tratados e as leis de proteção animal sejam respeitadas e cumpridas.

Pago meus impostos em dia que por sua vez pagam os salários de todos os funcionários do município, desde o gari até o Prefeito, ora bolas.

Quero que haja castração gratuita para os animais de toda a população; que haja tutela responsável e fiscalização para que essa guarda seja levada a sério. Não quero animais abandonados nas ruas e maltratados pelos que se dizem “seus donos” ou terceiros, quero a polícia em cima dessa gente e punindo de verdade.

Quero que a tração animal e a exploração dos cavalos acabem, quero que cenas como essas abaixo não sejam parte do meu dia a dia, do meu idioma emocional e mental; e que todos os que são coniventes, direta e indiretamente com isso, os que fingem que não veem, os que se sentam nos gabinetes da ignorância, escondendo-se atrás das justificativas culturais e turísticas para manter esse circo de horrores, sejam extintos no próximo pleito e ainda por cima punidos pela justiça divina, que se tarda, com certeza não falha.

– Para que tudo isso aconteça é preciso que haja a pressão da população, a pressão dos descontentes, a pressão dos que como eu, a Ana Beatriz, a Dra. Hazel e outros tantos, que se comovem diante do sofrimento animal, contra os órgãos responsáveis. Não, eles não têm que nos fazer o favor, eles têm que ouvir a minha, a sua, as
nossas vozes, aceitarem nossas exigências; afinal eles foram eleitos e estão nos cargos porque nós os elegemos, não é verdade? Eles não foram postos ali, sozinhos; foram o consenso, a unanimidade dos nosso votos que os colocaram lá. Então são com esses mesmos – o consenso, essa mesma unanimidade – que podemos cobrar
deles os direitos dos animais, a lei nos faculta isso.

É preciso que vocês, ao verem essas imagens também se indignem e enviem seus protestos para quem de direito.

Vocês são coniventes com isso? Vocês acham que é humano? Conseguem aceitar isso aqui como normal?

Se não fizermos nada, se não gritarmos, se não nos mexermos, seremos tão malfeitores quanto os que estiveram envolvidos nesse episódio e nada fizeram.

Abraços, paz e bem.

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