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Bugio resgatado em Porto Alegre será confinado em Zoológico

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Um bugio foi retirado do interior de uma residência no bairro Restinga Velha, zona sul de Porto Alegre, no final da tarde de segunda-feira, por agentes da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam). O resgate foi solicitado pelo morador da casa.

O animal, que estava refugiado em um quarto e pode ter fugido de algum cativeiro, será encaminhado a um zoológico. A bióloga Soraya Ribeiro, coordenadora da Equipe de Fauna da Smam, explica que os animais criados em cativeiro dificilmente podem retornar à vida livre. A manutenção de animais silvestres em cativeiro é crime passível de punição pela Lei 9.605 de 1998.

Fonte: Zero Hora


Nota da Redação: Um Zoológico não é a solução para animais que não podem retornar à vida livre. Para animais vítimas do cativeiro, da exploração ou do tráfico, existem santuários onde a visitação não é permitida, caracterizando exclusivamente o bem-estar animal e onde são tratados com respeito e dignidade. Existem, ainda, centros de reabilitação em que os animais são tratados para um possível retorno ao habitat. Em um Zoológico, os animais são associados ao lazer dos seres humanos e ao lucro obtido com a “atração”. Os bichos ficam ainda mais estressados do que já estão com os espaços geralmente inadequados e a aglomeração de pessoas – isso sem considerar zoológicos que, de tão inapropriados, foram investigados, fechados, interditados, como os casos do Zoológico de Goiânia e do ZooNit.


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  1. Acredito que esses Santuários que estás te referindo são os criatórios conservacionistas. Infelizmente eles geralemtne estão lotados e muitos deles recebem sim visitação e é através disso que se mantém. É o Caso do Quinta da Estância que recebe cerca de 2 mil pessoas por dia… Complicado condenar atitude de pessoas super qualificadas como a Soraya… O ideal seria um “Santuário” que reabilitasse esses animais mas desconheço que exista no RS…

  2. Discordo que zoológicos tem como único objetivo o lazer de seres humanos e o lucro. Não podemos esquecer o trabalho de educação ambiental prestados por estes locais, visando mostrar à população a importância da preservação do meio ambiente e mostrando o real impacto do homem sobre as populações de animais silvestres. A grande maioria dos animais que estão atualmente nos zoologicos são animais que sofreram danos causados por atitudes do homem, como devastação e perda do seu habitat, trafico ilegal, atropelamentos e agressões. Os zoológicos tambem prestam atendimento clínico a esses animais, recuperando-os. Por isso considero equivocado esse conceito negativo sobre estes locais.
    Quantos aos zoologicos que foram fechados, não podemos generalizar e considerar que todos zoos tem as mesmas praticas.

  3. Conheço o trabalho desenvolvido pela Quinta da Estância Grande, inclusive trabalho nesta instituição e devo colocar algumas ponderações quanto aos questionamentos da legitimidade do trabalho desenvolvido pelos Criadouros Conservacionistas.
    Primeiramente a Quinta da Estância não recebe 2 mil pessoas por dia (não sei de onde saíram estes dados)recebemos uma média de 200 pessoas diariamente (só dez vezes menos que o descrito), sendo que em muitos dias do ano não temos visitantes.
    Trabalhamos apenas com visitas monitoradas por professores formados (biólogos, veterinários, agrônomos, etc) muito com mestrado e doutorado em suas áreas. Este tipo de visitação tem por objetivo não apenas qualificar nosso atendimento mas repassar uma mensagem de educação ambiental a todos os nosssos visitantes.
    O criadouro conservacionista mantido pela Quinta da Estância (sem receber verba alguma de qualquer natureza tanto de órgãos públicos quanto privados – nem mesmo isenções fiscais)foi fundado em 1995 (segundo a existir no Brasil) e tem como finalidade a reprodução de animais silvestres e a educação ambiental.
    99% dos animais deste criadouro são oriundos de apreenções do IBAMA, Brigada Ambiental e Polícia Federal (parceiros da Quinta da Estância – estes que inclusive realizam fiscalizações periódicas em todos nossas estruturas), ou seja, foram retirados da natureza pelo homem para abastecer o tráfico de animais, muitos não podendo ser novamente reambientalizados na natureza.
    Esta visitação, com cuidados técnicos, para educação ambiental na Quinta da Estância é tão danosa aos animais que já reproduzimos mais de 150 animais silvestres de diferentes espécies na Fazenda, sendo a primeira do sul do Brasil que conseguiu a reprodução do Mutum Cavalo (ave ameaçada – notícia de ZH inclusive), sendo todos estes disponibilizados ao IBAMA gratuitamente.
    Estas ações de responsabilidade sócio ambientais desenvolvidas pela Quinta da Estância são tão sérias, responsáveis e concretas que recebemos neste ano (2010) o Prêmio MPE Brasil em Responsabilidade Sócio Ambiental (organizado pelo SEBRAE, FNQ – Fundação Nacional da Qualidade e MBC – Movimento Brasil Competitivo), concorrendo com mais de 57 mil empresas de todo o Brasil, sendo inclusive submetidos a auditorias estaduais e federais para que pudéssemos alcançar este reconhecimento.
    Como podemos pregar a educação ambiental e a preservação de nossa fauna e flora se nem mesmo conhecemos estes animais e plantas? Se solicitarmos para uma criança ou até mesmo adulto desenhar 10 animais silvestres em uma folha (realizamos esta pesquisa corriqueiramente na Quinta da Estância) iremos perceber que de 8 a 9 são exóticos: leões, girafas, elefantes, etc.
    Esta falta de percepção de algumas pessoas que distancia a população de uma realidade que deve ser enfrentada e a busca incessante para questinar as pouquíssimas empresas e pessoas que estão realizando ações concretas em prol do Meio Ambiente é que fazem do tráfico de animais e de outras agressões a natureza a 3 maior atividade ilícita do planeta (atrás apenas do tráfico de drogas e armas – Fonte: Rede Renctas).
    Proponho que ao invés de questinarmos quem tem por ideal a busca da preservação da natureza há mais de 30 anos, investindo, além de muito tempo, valores substanciais para que absurdos ambientais não continuem acontecendo, paramos para pensar o que nós já fizemos pela natureza? O quanto já tiramos do nosso bolso na busca da preservação?
    Concordo com a Caroline Gomes, não podemos gereralizar se ocorrem distorções em alguns locais em específico, assim como não podemos achar que ninguém faz nada para que isso mude, mas principalmente não podemos questionar ações realizadas por locais que nem mesmo conhecemos.

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