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Araçatuba (SP) convive com andorinhas que migram do hemisfério Norte

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Depois de anos tentando se livrar das andorinhas, os moradores de Araçatuba, a 530 km de São Paulo, aprenderam a conviver com as aves. Elas chegaram em dezembro e já estão de partida para o Hemisfério Norte. Em rotas migratórias continentais, os bandos pousam em cidades de São Paulo e em outros Estados para se alimentar, mas, por causa da sujeira, nem sempre são bem-vindas.

Em alguns lugares, como São José do Rio Preto e Rio Claro, as andorinhas foram expulsas pelo homem. Em outros, como Dias D”Ávilla, no interior da Bahia, foram alvo de estudo e de educação ambiental. No Canadá e nos Estados Unidos, moradores colocam casinhas para abrigá-las durante a fase de reprodução, quando chegam do sul.

Acolhimento

Em Araçatuba, as andorinhas não enfrentam mais a resistência dos frequentadores das Praças João Pessoa e Getúlio Vargas. Pressionada por ambientalistas, a prefeitura passou a lavá-las e o convívio se tornou pacífico. “Por anos tentamos afugentar esses pássaros, ignorando o espetáculo de suas revoadas e, principalmente, o benefício do controle biológico que eles trazem ao eliminar os insetos”, diz o diretor de Proteção Ambiental de Araçatuba, José Luís Sales. As duas praças invadidas pelas aves são o xodó da cidade. Pontos de atividades culturais e esportivas, elas estavam abandonadas, mas foram recuperadas e equipadas pela sociedade civil.

Com a restauração, as praças passaram a ser frequentadas por centenas de pessoas e também pelas andorinhas. “Os frequentadores reclamavam que não podiam usar os equipamentos da academia ao ar livre ou caminhar pela pista por causa da sujeira. Recebíamos reclamações todos os dias, mas não podíamos mais adotar medidas violentas contra os pássaros”, diz Sales. Equipes de garis trabalham todas as manhãs, de segunda a segunda, na limpeza. Feito por nove homens, o trabalho já foi incluído nos serviços da empresa responsável pela coleta de lixo.

Fonte: Estadão

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