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Jumentos são constantemente atropelados e mortos nas estradas do Piauí

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As irreponsabilidades e desleixos humanos são frequentemente comparáveis à suposta irracionalidade dos animais. A imprensa “bem-comportada” do Piauí, no geral, divulga mortes de pessoas nas estradas do Estado, vítimas de choque de veículos ou motos contra animais que vagam pelas pistas das BRs, ora abandonados, ora soltos e largados pelos seus tutores. No entanto, a mídia não critica com veemência autoridades e fazendeiros (às vezes também autoridades) que não evitam o problema.

Sabe-se que, dia sim, dia não,  animais morrem atropelados. A maioria são os pobres jumentos e cavalos, mas há ainda animais de pequeno porte, e até aves.

Nas duas últimas semanas, pelo menos cinco carcaças de jumentos foram vistas na BR 343. E foram anunciadas também pelo menos duas vítimas fatais de choque contra esses animais. Lamenta-se ver que a Secretaria Estadual de Transportes (fiscal das estradas estaduais) e o Denit (das estradas federais) ainda não tomaram providências. Não contra os animais, mas contra os irresponsáveis e criminosos, que os abandonam nas estradas.

Jumento morto por atropelamento na BR 343 (Foto: 180 graus)

Os velhos e cansados  jumentos, símbolos do Piauí e de todo Nordeste, são simplesmente abandonados ou então vendidos para abatedouros, cuja carne se transformará em ração para outros animais.

O artigo 32, da Lei Federal n 9.605/98, contra Crimes Ambientais, diz que “é considerado crime praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”.

Mas a verdade é que esse tipo de crime contra animais não é combatido pelas autoridades brasileiras e praticamente todos os infratores saem impunes.

O mais chocante foi uma medida anunciada no mês de fevereiro de 2009 pelo secretário estadual de Transportes, Luciano Paes Landim, que enviaria um lote de jumentos apreendidos nas estradas para servir de alimento a animais do Zoobotânico de Teresina (PI). A medida recebeu protestos e manifestações de indignação.

Fonte: 180 graus

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