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Convenção Internacional conclui que humanos falharam miseravelmente na proteção aos tigres

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Por Marcela Couto (da Redação)

O mundo falhou miseravelmente na proteção aos tigres selvagens, de acordo com declaração da agência de Vida Selvagem das Nações Unidas na segunda-feira (14).

Foto: David Longstreath / Associated Press

Há apenas 20 anos, 10.000 tigres habitavam a Ásia, mas agora restam só 3.200 animais na selva. Os dados foram divulgados por Willem Wijnstekers, o secretário geral de uma convenção pelas espécies ameaçadas que reúne 175 países, conhecida como CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora Silvestres).

Ele clamou aos países que desenvolvam estratégias e cooperem com agências internacionais como a Interpol para acabar com a caça e tráfico ilegal de pedaços de tigres.

“Temos de admitir que falhamos terrivelmente”, disse Wijnstekers na conferência de duas semanas, que foi realizada no Estado árabe de Qatar. “Os tigres já reinaram na selva durante nossa história, e agora estão em vias de extinção.”

Os animais ainda são caçados pelas suas peles, e partes de seus corpos são usadas para decoração e na medicina tradicional.

A conferência também colocou em pauta a caça aos rinocerontes e as formas de combater as redes criminosas que traficam chifres do animal na África e na Ásia. Ao todo são 42 questões sendo analisadas, que vão desde a luta contra a caça aos elefantes até a proibição do comércio de pedaços do urso polar.

No final da semana, também será discutido o veto ao comércio da espécie de peixe conhecida como atum-rabilho (Thunnus thynnus). As populações do animal estão decaindo muito, e alguns governos já estão apoiando a proibição do comércio para promover a recuperação da espécie.

A discussão colocará a Europa e a América contra as nações pesqueiras da África do Norte e Ásia, especialmente o Japão, que já declarou que vai ignorar qualquer veto ao atum-rabilho.

Uma lei para regular o comércio de corais vermelhos e cor-de-rosa, procurados para a fabricação de joias, também promete dividir opiniões.

Com informações de Los Angeles Times

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