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Família de capivaras sobrevive no rio Paquequer, em Teresópolis (RJ)

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Há cerca de dois anos, os moradores de Teresópolis (RJ) passaram a olhar para o rio Paquequer de uma forma diferente, pois o principal rio da região deu mais um sinal de vida: uma família de capivaras começou a passear por quase toda a extensão do curso de água, tomado pelo esgoto e lixo. Simpáticas, elas já renderam muitas histórias e frequentemente são vistas mesmos nos trechos mais críticos, como na rua Duque de Caxias.

Família de capivaras vive no Rio Paquequer. (Foto: Marcello Medeiros/ Diário de Teresópolis)

Além das famílias de roedores, diferentes espécies de pássaros e até peixes são exemplos que ainda é possível salvar o rio Paquequer.

A cada vez que as capivaras aparecem, dezenas de pessoas param para admirá-las e fazer fotografias, muitas vezes não acreditando que elas conseguem sobreviver em um rio tão sujo.

No início do ano passado, o historiador Romildo Pires fez um flagrante na porte do corte da Barra, um dos locais preferidos pelos roedores. Um dos pontos onde o Paquequer parece ser mais sujo, por causa da cor da água, parece ser a “casa” dos filhotes de capivara. Local, aliás, onde um roedor adulto foi apedrejado em setembro do ano anterior, por dois homens que passavam pela Avenida Presidente Rooselvelt. “É uma covardia o que fizeram com o bichinho. Ela estava na margem junto com outras, sendo alguns filhotes, e levou duas pedradas. Chamei a atenção dos rapazes, já marmanjos, mas eles falaram umas gracinhas e saíram como se nada tivesse acontecido”, relatou a dona de casa Ângela Ferreira, 38, moradora da Barra, que ficou mais de uma hora no local aguardando que algum tipo de socorro fosse prestado ao animal.

De nome científico Hydrochoerus hydrochaeris, conhecida na região Sul como Capincho, a capivara brasileira é o maior roedor vegetariano do mundo. Alimenta-se de capins e ervas, comuns em várzeas e alagados, podendo pesar até 80 Kg. É uma excelente nadadora, tendo inclusive pés com pequenas membranas. Se reproduz na água e a usa como defesa, escondendo-se de seus predadores, podendo permanecer submersa por vários minutos, emergindo, com o focinho fora d’água, longe de onde mergulhou.  Em áreas habitadas, a capivara protege-se, tendo hábitos apenas noturnos. Mas, nas margens do rio Paquequer, onde chega a ser protegida pelos moradores, tem atividades também pela manhã e no final da tarde.

Fonte: Diário de Teresópolis

Nota da Redação: O ser humano é o único responsável pelos esgotos e lixos despejados no rio Paquequer. Cabe às autoridades e à população local a conservação e limpeza do rio, para que os animais possam viver em seus habitats limpos.

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