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Literatura volta o olhar para os horrores da indústria alimentar

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Quanto a literatura volta o olhar ao sofrimento das outras espécies, podem nascer páginas memoráveis e perturbadoras. Foi o caso, por exemplo, de “Considere a Lagosta”, o ensaio de David Foster Wallace dedicado ao atroz fim das lagostas. A revista literária italiana Il Primo Amore publicou, em 2007, um número monográfico intitulado “A dor animal”, com textos, dentre outros, de Antonio Moresco e Giuseppe Bogliani.

A reportagem é do jornal Il Manifesto, 26-02-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Escritores muito conhecidos como os prêmios Nobéis Isaac Bashevis Singer e J.M. Coetzee também dedicaram páginas e discursos ao mesmo tema. Coetzee, em particular, no pequeno livro “A vida dos animais”, se concentra sobre o modo em que os humanos maltratam as espécies com as quais compartilham a sua existência no planeta Terra.

Antes dele, em 1998, uma narradora e documentarista norte-americana de origem japoensa, Ruth Ozeki, havia contado no romance “Carne” a história de duas mulheres que, de um lado e de outro do Pacífico, combatem as atrocidades da indústria alimentar.

Ensaios de recorte jornalístico, pesquisas e panfletos militantes são obviamente numerosos, como também os vídeos-testemunho sobre os horrores da indústria da carne: uma das mais conhecidas continua sendo “Meet your Meat“.

Mas foi um documentário de 2005, “Unser täglich Brot” (“O nosso pão de cada dia”), do diretor austríaco Nikolaus Geyrhalter, que mostrou o aspecto mais alienante e sadicamente geométrico dessa indústria: operários que passam turnos inteiros de trabalho cortando as patas dos cadáveres dos porcos ou galinhas vivos sugadas por enormes aspiradores e levadas por esteiras transportadoras automáticas, embaladas em caixas como se fossem laranjas.

Fonte: Instituto Humanitas Unisinos

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