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Biólogo mapeia as espécies de serpentes presentes na Serra do Mar

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Depois de estudar separadamente duas regiões pertencentes ao Parque Estadual da Serra do Mar – o Núcleo Picinguaba (com altitudes que vão de 0 a 200 metros acima do nível do mar) e o Núcleo Santa Virgínia (com altitudes entre 800 a 1.200 metros) –, o biólogo Paulo Afonso Hartmann conseguiu fazer um levantamento das serpentes que habitam essa região. Em dois anos e seis meses de trabalho, encontrou 39 espécies e 430 animais.

No Núcleo Santa Virgínia, avistou algumas serpentes típicas do Cerrado, como a cascavel (Crotalus durissus), que curiosamente estavam dentro da área da floresta. Para Hartmann, isso é um possível sintoma da degradação tanto da vegetação do Cerrado quanto da Mata Atlântica. Na sua opinião, “animais de hábitos generalistas podem ser favorecidos pelo desmatamento nas bordas do parque, permitindo o aumento de sua distribuição para locais anteriormente florestados”.

Já a jararaca (Bothrops jararaca) foi à espécie mais frequente nas duas áreas estudadas. Além dela, Hartmann encontrou uma incidência maior da jararacuçu (Bothrops jararacussu) e da cobra-cipó (Chironius fuscus) no núcleo de Picinguaba.

Em Santa Virgínia, além da jararaca, foram avistadas muitas jararaquinhas (Xenodon neuwiedii) e cobras-verdes (Liophis atraventer). O biólogo teve ainda dois encontros com uma espécie extremamente rara, a Uromacerina ricardinii.

Outro dado importante de sua pesquisa foi a descoberta de duas espécies ainda não catalogadas na literatura especializada. Cada uma foi encontrada em uma das regiões da pesquisa e estão em processo de descrição.

Segundo Hartmann, a idéia é que sua pesquisa contribua para elaboração de estratégias de conservação da Serra do Mar, ao fornecer bases que poderão ser comparadas em futuros estudos e detectar se as espécies vão ampliar a distribuição ou desaparecer.

“Por incrível que pareça, ainda somos carentes de informações sobre a ecologia das espécies de serpentes da Mata Atlântica, mesmo estando localizada na região Sudeste, onde é realizada a maior parte da produção científica do País”, disse.

Fonte: EPTV

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