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Galinhas podem ver mais cores que seres humanos

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Um novo estudo descobriu que, quando se trata de ver variações de cores, as galinhas superam os seres humanos em muitos aspectos. A visão superior das cores se deve a um olho – muito bem organizado, estruturalmente falando –, segundo os pesquisadores. A pesquisa foi publicada na edição de fevereiro da revista Plos One.

Os cientistas mapearam cinco tipos de receptores de luz nos olhos de galinhas. Eles descobriram que esses receptores em forma de mosaicos se entrelaçam e maximizam a capacidade da galinha para ver muitas cores em qualquer parte da retina, o sensor de luz na parte de trás do olho.

“Com base nesta análise, as aves claramente são superiores a nós em termos de visão de cores”, disse o autor do estudo, Dr. Joseph C. Corbo, da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington ao site Live Science. “A organização de receptores de cor na retina de uma galinha ultrapassa largamente o observado na maioria das retinas de outros animais e, certamente, na maioria das retinas dos mamíferos.”

De acordo com Corbo, as aves provavelmente devem esta visão de cores excepcionais a não ter passado um período da sua história evolutiva no escuro. A visão noturna depende de fotorreceptores sensíveis à luz na retina chamados bastonetes, enquanto a visão diurna depende de receptores chamados cones.

Durante a era dos dinossauros, os mamíferos tornaram-se mais noturnos durante milhões de anos. As aves, que já que se acredita serem descendentes dos dinossauros, nunca passaram um período de hábitos noturnos. Como resultado, as aves têm mais variedades de cones que os mamíferos.

“A retina humana possui cones sensíveis a comprimentos de onda vermelhos, azuis e verdes”, explicou Corbo. “A retina dessas aves também tem cones que podem detectar comprimentos de onda violeta, incluindo alguns ultravioletas, e tem um receptor especial chamado de cone duplo que acreditamos que ajuda a detectar movimento.”

Além disso, a maioria dos cones das aves tem uma estrutura especializada que Corbo compara com “óculos celulares”, ou uma lente parecida com uma gota de óleo dentro do cone que é pigmentado para filtrar uma gama específica de luz.

Corbo especula que a sensibilidade extra à cor pode ajudar os pássaros a encontrar companheiros, o que frequentemente envolve a plumagem colorida, ou quando se alimentam de frutas ou outros frutos coloridos.

*Com informações do Terra


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