Centro trata animais silvestres feridos e abandonados no Paraná


Fica em Tijucas do Sul o principal hospital para animais silvestres do Paraná. Mantido pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) tem parceria operacional com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). Toda sexta-feira o local recebe animais de vários rincões do Estado, levados especialmente pela Força Verde. Outro ponto importante para cuidados aos animais fica no Parque Nacional do Iguaçu – o Parque das Aves. Existe também uma unidade particular em Telêmaco Borba, mantida pela papeleira Klabin.

Um dos mais graves problemas enfrentados é o abandono dos animais silvestres criados dentro de casa. Eles são entregues ao Ibama ou simplesmente abandonados nas matas. “O macaco, por exemplo, é um animal muito bonito, principalmente quando filhote. Mas quando fica adulto, entra na idade sexual e fica agressivo. Aí a pessoa quer se livrar dele”, relata Grazielle Soresini, coordenadora do Centro de Triagem.

A partir do Cetas, o destino dos animais é a soltura, o confinamento no próprio local ou a destinação para criadores autorizados pelo Ibama, cerca de dez no Paraná.

Voluntariado

O veterinário Robson Carlos Klimionte é voluntário para atender animais silvestres de forma emergencial, em Ponta Grossa. Ele realiza suturas, curativos e aplica medicação nos bichos quando solicitado pela Força Verde. A maioria dos exemplares é capturada em fazendas, boa parte em estado crítico. “Muitas vezes não podemos fazer nada e a única alternativa para o animal é a eutanásia. Do contrário ele ficaria agonizando e esperaria até três dias para morrer”, exemplifica.

Mas muitas vezes é possível salvar os animais ameaçados. Há duas semanas, na BR-277, em Palmeira, uma van de sacoleiros atropelou uma suçuarana de 40 quilos. Ela foi levada para a clínica de Robson com traumatismo craniano e vários machucados. Ela sobreviveu e foi encaminhada para o Cetas, onde foi tratada e está se recuperando. Prenha de dois pequenos pumas, no entanto, ela abortou os filhotes. “Dificilmente vamos poder soltá-la. Ela parece estar com a visão afetada”, diagnostica a coordenadora do Cetas. “E de antes do atropelamento ela já tinha dois chumbinhos na cabeça. Verificamos pelo raio-x”, comenta.

Fonte: Gazeta do Povo


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