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Cientistas descobrem uma nova espécie de ave no Bornéu

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Foto: Richard Webster/Reuters/Público
Foto: Richard Webster/Reuters/Público

Uma equipe de cientistas descobriu uma nova espécie de ave no coração das florestas tropicais do Bornéu, conforme anúncio feito nesta quarta-feira (13). Agora esperam que a descoberta consiga ajudar a conservar a natureza naquela ilha.

A pequena ave, cinzenta com riscas brancas, foi vista em 18 de junho de 2009 na área protegida do Vale Danum, no estado de Sabah, por um grupo de três investigadores que incluiu o biólogo David Edwards, da Universidade de Leeds, Inglaterra. A espécie ainda não tem nome científico atribuído.

A ave, de uma “beleza sútil”, foi observada alimentando-se em uma árvore na floresta tropical do Bornéu, contou David Edwards. “Este foi o único local onde a ave foi vista. Por isso, conhece-se muito pouco sobre as suas exigências em relação ao habitat”, acrescentou.

No entanto, o biólogo disse que existem, pelo menos, “duas claras ameaças à sua sobrevivência como espécie: o corte de árvores no seu habitat, através do desaparecimento das árvores altas das quais depende, e a exploração da floresta para óleo de palma, algo que está ocorrendo em um ritmo alarmante”.

As florestas tropicais do Bornéu “são um dos habitats com maior diversidade de espécies em todo o mundo”, salientou Edwards, lembrando que “abrigam numerosas espécies raras e exóticas”. “Esta descoberta volta a mostrar que ainda existem muitas descobertas para serem feitas nestas florestas”.

A má notícia é que, “apesar da sua diversidade esplendorosa, estas são talvez as florestas tropicais mais ameaçadas do planeta e necessitam de proteção urgente”, alertou.

A descoberta foi publicada na revista BirdingASIA, do Oriental Bird Club.

Nesta segunda-feira foi lançado oficialmente 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade. A iniciativa pretende ajudar a proteger animais e plantas de ameaças como a perda dos habitats devido à expansão das zonas urbanas e das estradas, mas também devido às alterações climáticas e introdução de espécies exóticas.

Fonte: Público

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