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Por que animais não são presentes?

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Por Adriane R. de O. Grey  (da Redação – Austrália)

Como nós, os animais precisam de amor e cuidado adequado para viver. Embora as pessoas que queiram presentear outras com animais de estimação possam ter boas intenções, não é justo simplesmente dar um bichinho para alguém sem saber com certeza se o possível receptor do “presente” realmente quer aquele animal em particular para ser parte de sua vida e sem avaliar se esta pessoa é alguém capaz de comprometer-se seriamente a longo prazo.

Pense antes de presentear

Adicionar um animalzinho à família é uma decisão importante que significa um compromisso permanente com sua saúde física e psicológica, com seu bem-estar e com todo o cuidado que deve ser dado a um animal de estimação para que se alcancem estas condições. Significa igualmente querer disponibilizar seu tempo para dividi-lo com qualidade com seu bichinho.

Antes de tornar-se tutor de um animal de estimação, deve-se considerar o tempo e o dinheiro envolvidos no cuidado de que ele irá necessitar por toda sua vida, que pode durar até 20 anos. É importante fazer a si mesmo algumas perguntas: se você é casado, o seu parceiro ou parceira também quer ter um animal de estimação? Ele ou ela teria tempo e paciência para exercitar e ensinar-lhe maneiras de conviver melhor com a família? E você teria tempo e paciência? Você está preparado para gastar com comida, acessórios (brinquedos, utensílios para banho e escovação, coleiras, peiteiras, caminhas), vacinas e consultas ao veterinário, incluindo castração, tratamento para pulgas, desvermifugação, além de cuidados de emergência?

Se uma família decide ter um animal de estimação como parte de sua vida, todos os seus membros devem participar deste processo para que todos assumam as responsabilidades que esta opção traz. Se a família resolve adotar um bichinho, todos devem ir juntos ao abrigo local para escolhê-lo, depois de terem discutido as obrigações e os compromisso de longo prazo envolvidos em sua tutela.

O PETA pede a seus afiliados e simpatizantes que não comprem animais de criadores ou em pet shops (https://www.anda.jor.br/?p=8574) e que os novos tutores pratiquem o ABC (animal birth control): controle de natalidade de animais. Para cada animal comprado de um criador ou em um pet shop, um bichinho abandonado em um abrigo ou CCZ perde a chance de ganhar um lar, além de o consumidor estar sustentando uma das mais cruéis indústrias conhecidas (https://www.anda.jor.br/?p=37198).

Crianças podem não estar preparadas

Pequenas crianças podem causar acidentes com filhotes, machucando-os e, em muitos casos, quebrando seus ossinho frágeis ou causando outros tipos de ferimentos que podem ser fatais. Filhotes de cães, gatos, coelhos, pintinhos, patinhos e outros animais jovens são especialmente os mais vulneráveis.

É comum ouvir histórias sobre famílias em que a criança perde o interesse pelo bichinho de estimação e o adulto sente-se compelido a resolver o “problema” – e geralmente o faz livrando-se do animalzinho. No Brasil, infelizmente, a atitude mais comum ainda é o abandono do animal em estradas ou em lugares distantes, além da tradicional “doação” dos bichinhos para a primeira pessoa que se mostrar interessada nele, submetendo-o, inúmeras vezes, a uma série de lares temporários e estabelecendo uma situação que causa traumas, marcas psicológicas e problemas comportamentais posteriores. Em outros países é comum o encaminhamento a abrigos e CCZs que, embora não sejam tão cruéis quanto o abandono nas ruas, também causam ao animal um sofrimento desnecessário.

Poucos finais felizes

Abrigos são entidades que normalmente estão superlotadas de animais sem lar, dentre os quais muitos já estiveram com alguém em cujo estilo de vida, por uma razão ou outra, não se encaixaram. Mesmo que os tutores tenham desejado a companhia do bichinho de estimação, muitas pessoas que os ganham como presente descobrem que não estão aptas a comprometer-se a cuidar dele pelos próximos 20 anos. E, infelizmente, muitas dessas pessoas acabam por abandoná-los.

O que fazer:

■ Nunca dê um animal de estimação de presente. Se você já discutiu previamente com os potenciais receptores do bichinho e tem certeza de que eles terão tempo, vontade, capacidade e recursos para cuidar do animalzinho responsável e adequadamente, além de julgá-los capazes de comprometerem-se com seriedade, você pode encaminhá-los a um abrigo de animais ou CCZ para que escolham seu animalzinho. Eles também devem se comprometer a arcar com algumas despesas básicas como desvermifugação, vacinas e uma primeira consulta ao veterinário.

■ Se você for a uma feira ou outro evento em que haja doação de filhotes, converse com os responsáveis. Explique que cães e gatos oferecidos de graça a pessoas desconhecidas podem ter os mais obscuros destinos ‒ alguns são vendidos a laboratórios ou ao mercado clandestino, outros são maltratados, negligenciados e abandonados.

■ Assine o compromisso proposto pelo PETA de jamais comprar um animal de um criador ou de um pet shop e de praticar o ABC, castrando seu animalzinho.

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