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Assassinato de baleias marca história de Santa Catarina e Açores

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Nos Açores, de onde vieram muitros imigrantes, a canoa baleeira foi utilizada na captura das baleias cachalote, cujo óleo era utilizado para prover iluminação, lubrificar máquinas e com fins medicinais. O extrativismo animal era de alta rentabilidade entre os séculos 18, 19 e início do 20.

A presença em grande escala desses mamíferos fez com que Portugal decretasse o gigante marinho como “peixe-real, propriedade da coroa”, agregando grande valor comercial e monopolizando a indústria da baleação. O óleo era indispensável para as capitanias, iluminando toda a sua orla, já em meados de 1650. No Brasil, servia para dissolver o breu, para vedar barcos e como aglutinante de argamassa na construção civil e militar.

Em Santa Catarina, a incidência de baleias-francas, espécie muito dócil e fácil de abater, moveu o rei de Portugal a organizar a atividade na região, sendo também uma forma de ocupar o território com as famílias dos experientes baleeiros açorianos.

A partir do século 18 foram erguidas seis armações, empreendimentos que formavam pequenos núcleos urbanos, com a casa da administração, casa (campanha) dos baleeiros, senzalas, casa dos feitores, hospital e botica, capela, casa do capelão, ferraria, armazéns, engenho de frigir, casas dos tanques de salgamento, armazém das canoas, além de engenhos de açúcar e farinha de subsistência.

A primeira foi a Armação Grande ou de Nossa Senhora da Piedade, iniciada em 1741, em Governador Celso Ramos. A segunda, a Armação das Lagoinhas, foi criada em 1772, ao sul da ilha de Santa Catarina.

Em seguida, em 1778, finalizou-se a Armação de São João de Itapocoroy, na praia da Armação, em Penha. Em 1795, concluiu-se a Armação de São Joaquim de Garopaba, complementada no ano seguinte com a Armação Sant’Anna de Imbituba. Por fim, para complementar a de Itapocoroy, fundou-se a Armação da Ilha da Graça, em São Francisco do Sul.

Fonte: Diário Catarinense

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