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“Partido pelos Animais” quer eleger deputados para representar a luta contra o especismo

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Um grupo de cidadãos entregou hoje, sexta-feira (4), no Tribunal Constitucional de Portugal, mais de 9 500 assinaturas para a criação do Partido pelos Animais.

O Partido pelos Animais quer ser a primeira organização partidária “por uma causa” e eleger deputados nas próximas eleições legislativas.

Segundo Paulo Borges, da Comissão Coordenadora do Partido pelos Animais (PPA), o objetivo é “instalar na política portuguesa um partido por uma causa” — a defesa da Natureza, do meio ambiente e dos animais -, que dizem ser “um marco histórico”.

O partido pretende consagrar na Constituição o “direito dos animais à vida e ao bem-estar, baseado no reconhecimento da sua capacidade de sentirem dor, prazer, stress, angústia, tal como os seres humanos”, explicou o representante do grupo de cidadãos, que considera que “a luta contra o especismo é um desenvolvimento da luta contra o racismo e o sexismo”.

Os elementos do futuro partido reuniram-se para “dar alguma voz única às associações ambientalistas e animalistas que existem há muito tempo, mas têm atividades muito dispersas”, e assumem o objetivo de chegar à Assembleia da República já na próxima legislatura, acreditando ser possível elegerem “entre um a três deputados, no início”.

Paulo Borges recusou a possibilidade de o PPA se aliar a um partido com representação parlamentar, porque isso vincularia a nova organização “a um eleitorado de um certo tipo”, considerou o responsável, que referiu que o partido reúne apoiantes “de todas as orientações ideológicas”.

O membro da Comissão Coordenadora acredita existir espaço na vida política portuguesa para esta organização.

“Os poucos partidos que incluem nos seus programas políticos algumas medidas para a defesa dos animais e do meio ambiente têm diluído essas finalidades noutras finalidades porque estão dependentes de certas orientações ideológicas”, afirmou, referindo que o PPA pretende ir “além da dicotomia habitual entre esquerda e direita”, assumindo-se como um “partido transversal e inteiro”.

As mais de 9 500 assinaturas recolhidas (para a criação de um partido são necessárias 7 500) foram hoje entregues dentro de duas caixas de cartão estampadas com imagens de cães e gatos.

Enquanto aguardam o reconhecimento legal por parte do Tribunal Constitucional, a Comissão Coordenadora do PPA já está a criar o aparelho partidário, disse Paulo Borges, com a criação de núcleos e a preparação do primeiro congresso nacional, para a constituição dos órgãos do partido.

O PPA defende, entre outras medidas, a redução da agro-pecuária intensiva, uma melhor aplicação das leis que punem o abandono e maus-tratos dos animais, a comparticipação do Estado nos tratamentos veterinários e nas medicinas alternativas para as pessoas, a diminuição das taxas sobre produtos de origem natural e a esterilização dos animais que estão na rua.

Fonte: Jornal de Notícias

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  1. Aí,pessoas, o Partido dos Animais nem existe, AINDA, no Brasil, mas já tem dois votos, o do amigo que escreveu antes de mim, e o meu. Que tal a idéia? Será que acaba em “pizza”? Temos o tal do PV, mas sinceramente… Estamos dispersos, temos que nos organizar. Que tal começarmos uma campanha, já? 2010 está aí! É hora de renovação e inovação. Mas, por favor, que seja um Partido REALMENTE ético e idôneo, porquê se for para repetir o que andam fazendo por aí, é melhor nem começar.

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