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Censo 2010 exclui mais uma vez questões sobre população de animais de estimação

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Medida pode comprometer eficácia de campanhas contra algumas zoonoses, como a vacinação anti-rábica.

Você possui algum animal de estimação? Qual? As respostas a essas duas simples questões são fundamentais para o país dimensionar a população de animais de companhia no Brasil e assim programar as campanhas de vacinações contra importantes doenças, como a raiva. Mas, apesar das constantes recomendações e indicações do segmento veterinário desde 1997, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mais uma vez não inclui as questões na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgadas na última semana, como uma previa do detalhado levantamento sobre a realidade populacional do País a ser mapeado pelo censo 2010.

Se por um lado houve um avanço na pesquisa, incluindo ao questionário censitário questões que permitirão uma ampliação das informações acerca do perfil social brasileiro, com registro de casais do mesmo sexo e o idioma das famílias, a falta das estimativas relacionadas à população de animais de companhia mantém o censo incompleto, o que é mais preocupante pela omissão com relação a dados importantes para a saúde pública.

Entidades do setor como o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (SINDAN), Associação Nacional Clínico de Pequenos Animais (ANCLIVEPA), Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos e Assessórios para Animais de Estimação (ANFALPET), entre outras, são unânimes ao afirmar que a exclusão deixa uma lacuna importante no que diz respeito às informações que a pesquisa se propõe reunir, refletindo negativamente no impacto de algumas ações relacionadas à saúde pública.

“Como o governo poderá prever a quantidade e distribuição das campanhas de vacinação anti-rábica se desconhece a quantidade de animais por município?” Hoje, os Ministérios da Saúde e da Agricultura não dispõem de informações que permitam uma programação que seja confiável, podendo enviar quantidade insuficientes a uma cidade e em excesso para outras”, acrescenta Milson Pereira, diretor executivo do SINDAN.

Segundo o Instituto, os critérios fundamentais para a decisão dos tópicos a serem investigados nos questionários do Censo 2010 levaram em conta a relevância, pertinência e  aplicabilidade,  com  prioridade  em  informações  para as estimativas   e   projeções  de  população,  política  de  foco  municipal, subpopulações rarefeitas de interesse político, desde que seja efetivamente possível   garantir  cobertura,  e  informação  de  caráter  estrutural  de interesse público. 

Para atender a esse mercado e auxiliar as empresas de saúde animal no direcionamento de suas ações, o Sindan trabalhou em uma breve pesquisa para mapear a população pet no Brasil. O levantamento permitiu estimar que o país conta, hoje, com 25 milhões de cães e 7 milhões de gatos nas classes A, B e C, porém a inclusão dessa categoria no censo 2010 do IBGE possibilitaria aumentar sobremaneira o conhecimento dos dados sobre a população de animais de estimação por estados e municípios, de relevante importância para o planejamento de ações voltadas para a saúde humana e animal.

Fonte: Segs

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