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Inea pede união no combate ao tráfico de animais silvestres

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A tenente do Batalhão de Polícia Florestal e Meio Ambiente, Fabíola Pinheiro, defendeu nesta terça-feira (17), durante palestra promovida pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão executivo da Secretaria Estadual do Ambiente, a união dos órgãos ambientais no combate ao tráfico de animais silvestres. A iniciativa da Coordenação Geral de Fiscalização do Instituto teve por objetivo reforçar a importância do combate a esse tipo de crime no Estado.

Fabíola Pinheiro disse que, devido à diversidade de espécies existentes no Brasil, o comércio de animais silvestre é de difícil controle, sobretudo nas regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. Segundo a tenente, as deficiências na fiscalização e punições brandas facilitam a prática.

“Além do dinheiro, o que estimula esses traficantes é a fraca fiscalização no país, que não consegue suprir todas as necessidades”, afirma Fabíola Pinheiro.

A tenente estima que é preciso haver uma política de trabalho em conjunto dos diversos órgãos que combatem os crimes ambientais. De acordo com ela, não existe uma troca de informações entre as instituições, o que dificulta as ações do Batalhão Florestal. Conforme afirmou, cada um faz a sua parte, mas se houvesse uma melhor comunicação entre os órgãos, o combate ao comércio ilegal seria mais intenso.

“Cada instituição trabalha de uma forma diferente, é necessário ter unificação dos dados colhidos por todos, para haver melhor distribuição das tarefas”, afirmou.

Os problemas ocasionados pelo comércio ilegal de animais silvestres são classificados pela tenente como riscos ecológicos. Fabíola alerta ainda sobre os maus-tratos sofridos por esses animais e afirma que muitos não conseguem se reproduzir, o que acaba causando a extinção das espécies.

De acordo com o subtenente da Coordenação Geral de Fiscalização, Márcio Valle, os traficantes utilizam diversos meios de transporte para confundir a fiscalização nas rodovias. Os mais usados são caminhões, ônibus interestaduais e carros de passeio, que transitam geralmente pela BR 101, vindos na maioria dos casos do Nordeste.

Conforme estima, cerca de mil animais são transportados por viagem, nas piores condições possíveis, escondidos em fundos de malas, caixotes, e chegam a ficar vários dias sem comer e beber. Por conta disso, muitos não resistem e morrem antes de chegarem aos locais de venda.

As feiras livres são os principais destinos dos animais silvestres. Segundo levantamento do Batalhão Florestal, em 2008 foram apreendidas no Rio de Janeiro cerca de quatro mil espécies de aves, que eram vendidas em diversas feiras do Estado. As principais estão localizadas em Campo Grande e nos municípios de Duque de Caxias, São Gonçalo, Belford Roxo e São João de Meriti.

A Coordenação de Fiscalização do Inea acredita que, com a criação de programas sociais, que visam à redução da captura na origem do tráfico, o comércio ilegal de animais silvestres poderia diminuir, principalmente no Rio de Janeiro.

Márcio Valle ressaltou que é muito importante a conscientização da população em relação ao problema e, com a ajuda de todos, os órgãos ambientais vão conseguir intensificar a fiscalização.

Fonte: Diário de Petrópolis

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