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MPF quer o fim de atropelamentos de animais em trecho da BR 101

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O Ministério Público Federal (MPF/ES), em São Mateus, pediu aos ministérios dos Transportes e do Meio Ambiente que adotem medidas para evitar os atropelamentos de animais silvestres no trecho da rodovia federal BR 101 que passa dentro da Reserva Biológica de Sooretama (ES). Em média, morrem atropelados, anualmente, no trecho, cerca de 500 animais.

Segundo os ambientalistas, desses animais mortos, há mais de 150 espécies de mamíferos. Só nos últimos sete anos, três onças foram atropeladas naquele trecho. No último atropelamento morreu uma onça-parda com idade estimada de quatro anos e pesando cerca de 60 quilos. O animal está na lista dos ameaçados de extinção.

Os dados da Reserva Biológica de Sooretama afirmam que ocorre uma média de 1,91 atropelamentos de animais por dia na região. Dentre eles, encontram-se espécies ameaçadas de extinção como a onça-parda, também conhecida como suçuarana, além de tamanduás, saguis-da-cara-branca, raposas, macacos-da-noite, furões, gambás, jaguatiricas, corujas e cotias. Os acidentes ameaçam a preservação do bioma mata atlântica.

Atualmente, existem túneis com dois metros de diâmetro que não são eficazes na redução de atropelamentos na região e a expectativa é que sejam realizados estudos emergenciais com o objetivo de indicar e realizar estudos emergenciais com o a fim de propor medidas necessárias para minimizar os impactos da rodovia sobre a fauna. Segundo os estudos realizados na região, os túneis não funcionam porque não contam com uma série de medidas, como um melhor dimensionamento, a existência de áreas secas sem espaço adequado para o deslocamento dos animais, iluminação deficiente, valas para a circulação de água e estruturas como cercas para direcioná-los rumo às passagens.

Segundo o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMbio), os acidentes ocorrem em um trecho de cinco quilômetros da BR 101 Norte, que corta o único espaço protegido ao longo da rodovia, onde ela é plana, reta e sem fiscalização. Em média, os veículos passam pela região a mais de 120 quilômetros horários, sem dar qualquer chance aos animais. Além da falta de estrutura para os animais, a falta de sinalização é apontada como uma importante causa dos atropelamentos.

O último relatório da Promotoria Federal de São Mateus aponta que algumas estruturas podem ser utilizadas visando à redução dos atropelamentos de animais silvestres no trecho em discussão, como a colocação de redutores de velocidade ou a alocação de pontes construídas com cabos e redes para a transposição de espécies arborícolas, desde que utilizados conjuntamente com as passagens subterrâneas, alternativa indispensável para a solução do problema apresentado no relatório.

Outra alternativa levantada seria a construção de canaletas no trecho de cinco quilômetros com limitadores de velocidade para evitar a ultrapassagem de veículos na travessia da BR pela Unidade de Conservação.

Recentemente, um tucano também foi atropelado e teve parte do bico arrancado no impacto da batida contra o automóvel. O animal morreu, pois não conseguiu mais se alimentar.

De acordo com as informações do ICMBio, há estudos que identificam a existência de nove a dez onças que vivem no trecho de mata atlântica, nas reservas de Sooretama e da Vale, em Linhares, ambas localizadas às margens da rodovia BR 101, norte, e ameaçadas pelo problema.

Fonte: SeculoDiario.com

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