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A cada três meses 135 animais são atropelados na BR-319

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O Instituto de Inteligência Socioambiental Estratégica da Amazônia (I-Piatam) revelou ontem (13) o resultado do monitoramento de animais da fauna silvestre mortos nos últimos meses na BR-319. O instituto constatou que durante os três primeiros meses de atividade, 135 animais foram atropelados na rodovia BR.

Segundo o coordenador do Programa de Monitoramento Ambiental das Obras de Recapeamento e Recuperação da Rodovia BR-319, Rafael Bernard, o I-Piatam está monitorando desde julho os trechos entre os quilômetros 0 e 250 (Manaus – Careiro Castanho) e do quilômetro 655,7 ao 860 ( Humaitá-Porto Velho) e aponta os locais com maior número de atropelamento.

Ramphocelus carbo - pipira vermelha
Ramphocelus carbo – pipira vermelha

A maioria dos atropelamentos ocorre nos trechos em boas condições. Já nos trechos onde as obras de repavimentação estão em andamento ou ainda não iniciaram e a velocidade é menor, como é o caso do trecho entre Tupana – Igapó Açu, apenas um animal foi encontrado atropelado até a última excursão, segundo o coordenador do programa de monitoramento Rafael Bernard.

De acordo com o instituto, a ação tem o objetivo de identificar as espécies mais suscetíveis ao atropelamento, os pontos e as épocas do ano com o maior número de ocorrências e apresentar medidas preventivas, tais como passagens de fauna e redutores de velocidade, visando à diminuição dos impactos ambientais.

Coragyps atratus - urubu de cabeca preta
Coragyps atratus – urubu de cabeca preta

Para realizar o monitoramento, os pesquisadores percorrem os dois trechos, uma vez por mês, dirigindo a uma velocidade de 50 km/h, e observam se há animais atropelados. Quando encontrados, os pesquisadores tiram fotos dos animais e da paisagem ao redor, para depois identificar e relacionar as possíveis causas que geram os atropelamentos.

A maioria das espécies encontradas atropeladas ao longo da rodovia BR-319 costuma ser consideradas espécies perigosas (jacarés e serpentes), daninhas (gambá) ou que de alguma forma causam aversão ao ser humano (sapo, urubu). “Os dados preliminares coletados pela nossa equipe sugerem uma falta de consciência ambiental dos motoristas que trafegam nesta rodovia”, acrescenta Bernard.

Fonte: Portal Amazônia

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