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Universidade não sabe o que fazer com cão doado a laboratório

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Foto: Sérgio de Pinho Comércio da Franca
Foto: Sérgio de Pinho Comércio da Franca

O Departamento de Veterinária da Unifran, em Franca, no interior de São Paulo, ainda não sabe que destino dar ao cão Perré, visto morto pela própria tutora no laboratório de anatomia, na faculdade onde ela estuda, na semana passada.

A diretora do curso de veterinária, Antonella Cristina Bliska, disse que é preciso “aguardar” que fim terá o caso, já que o corpo do cão, desaparecido desde setembro, seria dissecado pelos alunos.

“Estamos aguardando decisão superior, pois existe uma polêmica. Imagino que a antiga tutora queira enterrá-lo, mas, como foi feito um boletim de ocorrência para averiguar como o animal chegou até a instituição, teremos que aguardar”, contou ela, por e-mail. De acordo com Antonella, o cão morto seria usado no laboratório pelos alunos do primeiro ano de veterinária para “estudar os posicionamentos dos órgãos nas cavidades torácica e abdominal”.

Em entrevista ao G1 na tarde desta quarta (28), a tutora de Perré, Gabriela Souza Ferreira, de 20 anos, contou que o vira-lata de três anos e cor preta fugiu de casa com outro cachorro da família, ainda desaparecido. Ela acredita que os dois foram atrás de uma cadela no cio. A Prefeitura alega que o animal chegou ao Canil Municipal “doente e agonizando” e que o procedimento indicado pelo veterinário dali foi sacrificá-lo.

Atropelamento

Antonella ressalta que o animal morto chegou à Unifran com outros “cinco cães já eutanasiados pelo serviço de Vigilância Sanitária”. De acordo com o relato dela, o laudo da Vigilância informa que “o animal foi recolhido na rua em estado de choque”, com “temperatura corporal abaixo do normal, as pupilas não se contraíam com a luz de uma lanterna e não reagia aos exames neurológicos”.

Segundo a professora, “o laudo também cita que o animal sofreu atropelamento e foi recolhido devido ao telefonema de um cidadão”. No entanto, o chefe da Vigilância Sanitária da cidade, Fernando Baldochi, não confirma a informação. “Não tem como dizer que o cachorro foi atropelado. O laudo não fala isso”. A própria Gabriela tem dúvidas. “O cachorro não parecia ter sido atropelado”.

Por causa dessa polêmica, Antonella e Baldochi reafirmaram a importância do que chamam de “guarda responsável” em relação aos bichos de estimação. “Se o tutor cuida e não oferece condições de fuga, isso não acontece. O cuidado tem que ser feito com responsabilidade”, comentou Baldochi.

“Na rua, o animal fica livre e longe da supervisão do tutor”, afirmou Antonella, sugerindo que Perré pode ter se afastado demais de casa, brigado com outros cães ou ter sido atropelado mesmo. Ela defende o cadastro dos animais para que se tenha contato com o responsável em caso de problemas.


Nota da Redação: Todos os protetores dos animais sabem o que é guarda responsável, defendem-na e ajudam a disseminá-la. Gabriela, no entanto, não parece ter submetido Perré à falta de cuidados e preocupou-se logo que notou seu desaparecimento, procurando pelo cachorro de diversas maneiras. A guarda responsável é fundamental, importantíssima, mas não deve ser usada como justificativa para um assassinato e para a descriminalização de uma situação lamentável.

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  1. sei a dor de perder um animal estimado, mas, nesse caso houve certa irresponsabilidade por parte dos tutores na sagrada vigilância que animais solicitam.
    Espero que Gabriela fique mais atenta com seus animais de estimação doravante e submeta-os aos ensinamentos e práticas salutares de saúde.
    Podem me criticar pela comparação, mas animal precisa do mesmo cuidado atencioso e focado tal criança/bebê.
    Os cães precisavam ser castrados e ensinados a permanecer no lar, dentro de casa.
    Crer que ele saia e volte, sempre, sã e salvo, é acreditar muito nas benesses divinas.

  2. Concordo com a nota da redação e acrescento: haviam mais animais eutanasiados. Eles também sofreram. Não quero desmerecer o sofrimento da Gabriela, que perdeu um membro da família, mas todos os outros animaizinhos também foram mortos sabe-se lá em que condições…

  3. Eu sou a dona do cão!
    Muita gente me culpa por não ter o cuidado necessário e deixado os cães sairem de casa e terem tomado esse fim trágico! Bom gente, cada um tem sua opinião, mas não devem me acusar assim… Como falei pego sim cachorros de rua, só que mais irresponsaveis ainda foi quem os deixou na rua primeiro. E eu os trouxe pra casa e tive todo cuidado sim. Eles tinham liberdade, casa, comida, água e muito carinho! E os achei doentes e magros. E antes de sumirem eles não tinham sequer um problema de saúde, se tornaram cães saudaveis! Passeavam sempre com a gente e eram ensinados a andar perto da gente tbm! Eu acho muito errado deixar o cão o dia todo preso na corrente, isso é uma tristeza, tanto para mim e principalmente para o animal! Só que aconteceu de uma pessoa abrir o portão e eles correrem atras de uma cadelinha no cio e como era noite e chovia muito não teve como irmos atrás deles. Mas procuramos sim, por todo o bairro (vizinhos até ajudaram a procurá-los), anunciei na rádio e no jornal da cidade e procurei até no canil municipal! Só fui encontrar um deles morto 30 dias depois e junto com ele havia uns outros 10 cães tbm! Eu não acusei ninguem de nada, mas será q todos estes q estavão junto com meu cão foram atropelados tbm? E se meu cachorro fosse de raça? Teria o mesmo fim? O Bethoven ainda não encontrei, mas se Deus permitir ele vai aparecer tbm! Só quem ama animais sabe o q eu estou sentindo e me entenderá! Não foi descuido meu, o mais velho o Bethoven já estava há 8 anos comigo e nunca aconteceu nada parecido. Tinham que ser castrados? Sim. Mas seria legal se a prefeitura que quer acabar com a superpopulação de cães fornecessem esse serviço gratuitamente! Estou com mais 3 cães de rua. Todos eles vão ser castrados, para evitar que caiam em mãos alheias e tenham o mesmo fim que o meu anjinho Perré!
    Obrigada 😉

  4. “Se o tutor cuida e não oferece condições de fuga, isso não acontece. O cuidado tem que ser feito com responsabilidade” … acidentes acontecem e podem acontecer com qualquer um (aparentemente nao com a pessoa que fez este comentario). Minha cachorra escapou da coleira quando estavamos passeando, minha sorte eh que eu e meu marido saimos correndo atras e conseguimos pega-la a alguns quarteiroes de distancia. Como eu disse, pode acontecer com qualquer um e infelizmente aconteceu com o cachorro dessa pessoa. So que um porem, depois do que aconteceu comigo e minha cachorra eu aprendi minha licao e desde entao ela so anda com coleira onde consta o nome e telefone caso algo acontececa com ela.

  5. Concordo com a nota da Redação. Soluciona-se tudo com uma sentença de morte. Impressionante!Não concordo com a “crucificação” da tutora Gabriela, ainda mais sabendo do amparo que ela dá aos fuços carentes,atitude louvável em alguém jovem.O comportamento violento e criminoso, que muitos jovens têm em relação aos animais, facilmente exemplificado com os vídeos que eles mesmos produzem e colocam na Internet, mostrando e gabando-se de atrocidades cometidas, como o caso da australiana, da mesma idade de Gabriela, que postou na Internet o vídeo em que ela sadicamente afogava dois coelhinhos,demonstra a diferença entre ela e eles.Gabriela faz o que muita gente não se interessa em fazer. Sempre são os cidadãos já onerados com impostos, obedientes às leis, que acabam por fazer o serviço dos que legalmente deveriam assim proceder,e ainda escutam desaforo.Nossa sociedade é uma bagunça mesmo!

  6. A verdade mesmo jamais saberemos, papel em branco aceita qualquer coisa.
    Sabemos da falta de atenção das prefeituras em relação aos animais de rua. falou-se que foi solicitado por um telefonema que o animal fosse recolhido, qual a garantia que o animal apenas não estava na frente da residência de alguem incomodado?
    Lugar de bicho é dentro de casa, castrado e com coleira de identificação, e jamais preso em corrente, se teu terreno não é cercado, que não tenha animal então.
    E cãozinho Perré poderia ser necropsiado por um veterinario perito aquem de tudo isso né?
    Lesões e fraturas permanecem quando o corpo é coservado….
    mas como aqui é tudo oba-oba, aposto como o Perré será devolvido morto a sua tutora e ficara por isso mesmo.

    Não é a prefeitura que quer acabar com os animais de rua, e sim todos os protetores do mundo todo que estão abarrotados e animais e cansados de ver tanto sofrimento.
    Não é a prefeitura que deixa seus animais reproduzirem e depois abandonam por ai os bichos, não é a prefeitura que acha que cirurgia de castração é impedir o milagre da vida, temos que assumir a responsabilidade por nossos animais e pronto.
    Se não tens grana pra castrar, lamento, mas nem devias ter animais, o preço da cirurgia da castração é pouco perto de uma cirurgia ortopedica se teu animal “fugir” atras de cadela no cio e for atropelado. ter um bichinho custa grana e veterinario tb paga conta.
    A prefeitura deveria oferecer castração a preços baixos para a população de renda media, e gratuita para a população de renda baixa.

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