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Ashar chega hoje ao Centro de Reprodução de Silves

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Foto: Reprodução Diário de Notícias
Foto: Reprodução Diário de Notícias

Chega hoje a primeira fêmea dos 16 linces-ibéricos cedidos pela Espanha ao Centro de Reprodução de Silves, em Portugal (abrigo do programa conjunto dos dois países). Proveniente de Jerez de la Frontera, Ashar tem cinco anos e nunca se reproduziu com sucesso devido ao “estresse urbano”. Mas os especialistas têm esperança de que a primeira das cinco fêmeas ainda possa contribuir à reintrodução da espécie à natureza do país, graças às condições do centro do Algarve.

A partida de Ashar estava marcada para as 13h45 de hoje (12h45 em Portugal) , do Parque Zoológico de Jerez de la Frontera, na Andaluzia. Se tudo correr normalmente na viagem, com escalas em Sevilha e Vila Real de Santo António, a fêmea estará no Centro Nacional de Reprodução do Lince-Ibérico (CNRLI), em Silves, no meio da tarde.

A “escoltá-la” seguiu uma equipa de técnicos, incluindo uma bióloga, e o presidente do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB), Tito Rosa, que fez questão de acompanhar a primeira “moradora” do centro de Silves, inaugurado em Maio.

Ashar (Flor Branca, em árabe) nasceu na natureza e os especialistas acreditam que foi sobretudo devido ao “estresse urbano” que as suas “gravidezes” anteriores não resultaram. “Do ponto de vista médico, não há nenhuma razão para que não consiga reproduzir-se”, assegurou Tito Rosa.

Em Silves, explicou, Ashar vai passar a viver “no melhor centro” já construído para esta espécie, ficando instalada “num cercado com uma área considerável, com vegetação mediterrânica” e contando com “acompanhamento permanente de técnicos especializados e veterinários”.

Falta a companhia que, segundo o presidente do ICN, “começa a chegar já na próxima semana”, estando previsto que “até final de dezembro cheguem os 15 animais restantes, de várias proveniências”.

Desde a década de 1980 o lince-ibérico não é avistado na natureza em Portugal. O ICNB já tem três áreas em recuperação “na serra da Malcata, no Guadiana e na zona de Barrancos”, onde estão sendo criadas condições para a sua reintrodução, que passa “pela introdução de vegetação mediterrânica e coelho bravo”, mas também “do contato com a população, incluindo agricultores e caçadores”. Se tudo correr bem, dentro de no mínimo três anos o lince voltará a viver livre em Portugal.

Fonte: Diário de Notícias

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