Um dia só?

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Notícias discretas divulgadas mais entre defensores dos direitos animais anunciam a data: 20 de março, Dia Mundial sem Carne. A comemoração é relativamente recente e me faz lembrar um momento único na minha infância, quando eu e minha irmã comemorávamos o Dia das Mães fazendo tudo por ela: comida, cuidando da casa, comprando coisas na mercearia em frente. Tudo. O dia era todo dela e ela poderia descansar à vontade. O mesmo se repetia no Dia dos Pais, com o meu pai recebendo todas as regalias – que incluíam café na cama.

No Dia da Mulher acho bonito receber uma rosa – mesmo sabendo que vou contra os que lutam pela igualdade totalmente igualitária de direitos em que não será preciso um dia para esse ou aquele e onde todos os dias serão de paz. Infelizmente não é o que acontece e, consumismo à parte, acho bom termos uma data para lembrarmos tudo o que nós, mulheres, precisamos lutar para conquistar o que temos hoje. O mesmo para o Dia da Consciência Negra e outros afins.

O Dia Mundial sem Carne deixa uma sensação gostosa de que no mundo todo, algumas pessoas – ainda que pouquíssimas – pelo menos por um instante, param para pensar que é possível passar um dia sem comer carne. Algumas ainda pensam nas consequências éticas, ambientais e de saúde provocadas por esse hábito, e mesmo que a ideia não surta efeito imediato, vai ficando por ali, acumulando informação. Quem sabe, com essa percepção, uma ou outra pessoa se dê conta de que, se é possível passar um dia sem comer carne, também pode ser possível passar dois, três ou quatro. Chegando a uma semana, um mês, fica bem fácil, e assim os anos passam contabilizando quantos animais foram poupados nos quilos e quilos de carne não consumidos. Sonhar não ocupa espaço…

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