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Parceria entre prefeitura e protetores ajuda a proteger animais

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Foto: Lara Guimarães
Foto: Lara Guimarães

Abrigar temporariamente, alimentar e cuidar da saúde de cães e gatos abandonados pode ser visto por muitos como um ato de amor. Entretanto, para a Associação Protetora dos Animais de Barra Mansa (APA), é mais do que isso: é um ato de responsabilidade. Sexta-feira, a associação prorrogou um convênio com a prefeitura para atender um número maior de animais recolhidos nas ruas e também realizar um projeto continuado de esterilização com intuito de diminuir essa população.

De acordo com a prefeitura, a parceria prevê o custeio de 80 cirurgias de operações entre castrações e esterilizações mensais voltadas para os animais que vivem nas ruas e em comunidades carentes, por 12 meses.

O prefeito Zé Renato destacou a importância do trabalho desenvolvido pela APA e diz que é preciso reduzir o número de animais abandonados nas ruas, informar a população sobre os procedimentos de castração e conscientizar as pessoas em relação às consequências do abandono.

Para a presidente da associação, Henia Silva de Vasconcelos, com a parceria da prefeitura em um ano de trabalho a população de cães e gatos de rua pode reduzir de maneira significativa. “A Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que a castração e a conscientização podem diminuir em cerca de 15% ao ano o número de animais nas ruas. Estamos trabalhando muito nesse ponto. Vamos realizar campanhas educativas sobre o assunto”, revela, completando que a APA tem 80 cães e gatos. “A associação trabalha desde 2002 em benefício dos animais. A entidade  conseguiu um terreno em sistema de comodato até 2012, onde foi instalado o Centro de Esterilização. Em cinco anos, com o projeto efetivo de esterilização e castração, é possível quase que acabar com a população de cães nas ruas da cidade”, estima.

Abrigo

De acordo com o secretário de Saúde, Wilton Néri, a estimativa é de que existam hoje em Barra Mansa cerca de 1,8 mil animais de pequeno porte abandonados, o que corresponde a 10% do total existente no município. “Nós estamos estudando a possibilidade de conseguir um lugar para abrigar esses animais de pequeno porte abandonados. Já conseguimos um local para os de grande porte em parceria com o UBM, vamos tentar conseguir para os outros também”, observa o secretário.

Henia explica que a APA não tem abrigo e que os cães recolhidos e tratados no Centro são na maioria cães adultos que sofrem com a dificuldade de adoção. Segundo Henia, ontem, no Centro da APA, foram realizados seis atendimentos, três esterilizações (cadelas) e uma castração (cão).  “Sou praticamente sozinha para cuidar de tudo. Conto com ajuda de voluntários e de um ajudante pago por uma pessoa solidária”, destaca, lembrando que em seis anos uma cadela e seus descendentes podem gerar aproximadamente 36 mil novos cães.

Doações e adoção

Para ajudar a APA, a população pode colaborar com a doação de: ração para adultos e filhotes; material de higiene pessoal dos bichinhos como sabão de coco, xampu e sabonete para sarna; medicamento veterinário de uso geral como antibiótico e anestesia (para esterilização); objetos para os cães como papelão, roupas velhas, jornais; e material de limpeza como vassoura, pá, desinfetante, cloro e saco de lixo.

A APA disponibiliza cães e gatos para adoção todos os sábados, das 9h30 às 12h30, no Parque Centenário, no Centro da cidade.

Contato

Mais informações sobre como se tornar voluntário, procedimento de esterilização, apadrinhamento de um animal ou realização de doação de material podem ser obtidas pelo telefone (24) 9291-3874.

Fonte: A Voz da Cidade

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  1. a luta dessa gente é infinda… sem o voluntariado e muita boa vontade e amor por parte dos Protetores tudo isso seria nada… Parabenizo pela iniciativa. Quisera outros Prefeitos pudessem abrir suas mentes, se despir da cobiça e ganancia por votos, e fazer algo realmente útil e necessário pelos que nao podem se defender, dando, assim, apoio a ONGs e Protetores Independentes …. É muita coisa a ser feita. Sem contar com a resistencia de pessoas sobre a questao das castraçoes. Campanhas precisam ser eficazes e muito bem focadas.

  2. Sou protetora no RJ,sustento sozinha 40 cães, todos oriundo das ruas. Não consegui se quer doação de ração para eles. Já são todos castrados e vivem na ilha de guaratiba em uma casa alugada. Sou professora e realizo um projeto de castração e conscientização na comunidade em que trabalho, quinzenalmente organizo junto a comunidade e em parceria com uma clínica veterináriá 10 castrações entre cães e gatos, são em média 20 a 25 animais castrados por mês, com uma contribuição de baixo custo. A escola é municipal, e já se tornou um ponto de referência e informação sobre castrações e cuidados com animais. Desenvolvo este trabalho desde 2006 e tem trazido grandes benefícios aos animais da região e aos seus proprietários.
    Precisamos ensinar as nossas crianças muito mais do que ler e escrever. Precisamos formá-las cidadãs de bem, que respeitem a vida em todas as suas formas e que tomem atitudes responsáveis pelo seu planeta.

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