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Comissão Europeia apoia proibição do comércio de atum-vermelho

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A posição oficial da Comissão Europeia, de Bruxelas, deverá ser anunciada hoje e responde a exigências de organizações ambientalistas não-governamentais como o Fundo Mundial para a Natureza e a Greenpeace para a proibição da pesca do atum-vermelho.

O Executivo europeu, chefiado pelo português Durão Barroso, apoia uma proposta do Mônaco de inscrição do atum-vermelho, pescado sobretudo no Mar Mediterrâneo, no Anexo I da Convenção da ONU sobre o comércio internacional de espécies da fauna e da flora ameaçadas de extinção. Este anexo prevê a proibição da comercialização, impedindo a pesca.

“A ideia não é interditar definitivamente a pesca [de atum-vermelho] mas suspendê-la, por exemplo, durante dois anos, para permitir a renovação da espécie”, sustentou a fonte citada pela AFP, acrescentando que “as compensações” aos pescadores seriam dadas durante o tempo em que não iriam ao mar. Para vincular toda a União Europeia, a recomendação terá de ser subscrita pela maioria dos governos dos 27 países.

Depois, em março do próximo ano, a posição europeia será transmitida à Assembleia-Geral, no Qatar, dos 175 Estados-membros da Convenção da ONU sobre o comércio internacional de espécies da fauna e da flora em risco de extinção para que seja tomada uma decisão em conjunto.

A França, a Alemanha, o Reino Unido e a Holanda já se manifestaram a favor da interdição do comércio de atum-vermelho. Espanha, Itália e Grécia, além de França, tem 30 atuneiros no Mediterrâneo, os países europeus que mais pescam a espécie.

Uma paragem, mesmo temporária, do negócio do atum-vermelho seria sentida pelo Japão, um dos países consumidores deste peixe, usado na confecção de “sushis” e “sashimis”, e também pelos Estados Unidos, que são seus apreciadores.

O atum-vermelho pode ser encontrado no Atlântico Norte, no Mar Mediterrâneo, desde o Equador até ao Norte da Noruega e do Golfo do México até ao Mar Negro.

Fonte: DN Ciência

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