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ONGs querem controle de velocidade em santuário ecológico

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As ONGs Apoena, Econg e Instituto Cisalpina participaram, na manhã de hoje (30), de manifestação contra os perigos que a abertura de ponte sobre o rio Paraná, ligando Mato Grosso do Sul e São Paulo, pode causar sobre a fauna silvestre na Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN Cisalpina, no município de Brasilândia. Defendendo a instalação de sinalização e radares eletrônicos, com limite de velocidade, os manifestantes expressaram a preocupação com a implantação de pavimento asfáltico nos quase 10 quilômetros de terra da estrada que atravessa o interior da reserva.

Hoje a travessia entre os dois estados, naquela região, é feita de balsa e que, mesmo com pouco movimento, a ligação de terra “está ceifando a vida de centenas de animais silvestres atropelados”, diz um trecho de folder distribuído no evento. De acordo com os manifestantes, que percorreram toda a extensão de 1.017 metros da ponte à pé, “a estrada da Cisalpina é passagem de anta, lobo-guará, tamanduá-bandeira, jacaré-do-papo-amarelo, cobra sucuri, onça-parda, cervo-pantanal, capivara, queixada, cachorro-do-mato e outras espécies da vida silvestre.” Os manifestantes defendem a colocação de placas educativas de preservação ambiental e sinalização indicando velocidade máxima de 60 km/h, com controle por meio de radar  eletrônico.

De acordo com Carlos Alberto dos Santos Dutra, Carlito, presidente do Instituto Cisalpina, a rodovia que corta a reserva foi federalizada, em julho de 2008, por força da portaria nº 170/08, do Ministério dos Transportes, que a incorporou os trechos das rodovias estaduais MS-395 e MS-040 à BR 158-MS-040 que liga o Pará ao Rio Grande do Sul. O trecho da rodovia MS-040 recebeu o nome de ‘Luigi Cantoni’ por força da lei estadual 3.430/07, do deputado Akira Otsubo, depois de indicação do atual diretor-presidente do Instituto, quando exercia o cargo de vereador no município em Brasilândia.

“Esse não é um projeto de governo e sim de todos os cidadãos”, declarou Carlito que defende ainda passagens subterrâneas sob o aterro da estrada, um destacamento da Polícia Ambiental, junto ao posto fiscal João André, e orientação educativa aos motoristas que circularão pela rodovia.

Roberto Franco, da Econg, de Castilho, destaca que a inauguração da ponte e a pavimentação da estrada vão colocar em risco à segurança dos motoristas e da fauna silvestre em decorrência do aumento do fluxo de veículos baixos, ônibus e carretas, vindo principalmente do trecho de acesso do complexo industrial formado pela indústrias Internacional Paper – IP e Votorantin Celulose e Papel – VCP, instaladas no município de Três Lagoas. Já Djalma Weffort, da Apoena, lembra que a RPPN Cisalpina é área núcleo das unidades de conservação de proteção integral que fazem parte do projeto Corredor de Biodiversidade do rio Paraná, que está sendo desenvolvido por instituições da sociedade civil, com apoio do Ministério do Meio Ambiente – MMA.

De propriedade da Cesp – Companhia Energética de São Paulo, a RPPN Cisalpina possui 6.261 hectares e protege uma área total de 22.886 hectares de varjões de rica diversidade e ainda poucos conhecidos da ciência. A área foi desapropriada para formação do lago da usina hidrelétrica Engº Sérgio Motta (Porto Primavera) que, depois de cercada e protegida, transformou-se em um “santuário ecológico, habitat de exuberante fauna, que vive nas croas de matas fechadas, entre os varjões dos rios Verde e Paraná, neste novo Portal do Mato Grosso do Sul”, aponta outro trecho do folder.

Fonte: Apoena

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