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Entidade procura tutor para cão resgatado após 16 horas em córrego

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O cachorrinho de rua recebeu o nome de Moisés (Foto: Augusto de Paiva/AE)
O cachorrinho de rua recebeu o nome de Moisés (Foto: Augusto de Paiva/AE)

Os responsáveis por uma ONG de Campinas (SP) buscam um novo lar para um vira-lata que foi resgatado de dentro do córrego que corta uma avenida da cidade. O resgate ocorreu no domingo (23). Ele passou mais de 16 horas no local e só foi salvo porque uma moradora da região pediu ajuda para um integrante da Associação dos Amigos dos Animais de Campinas (AAAC).

O responsável pelo salvamento do animal foi um jornalista de 52 anos, membro da AAAC, que preferiu não se identificar. Ele conta ter recebido um telefonema por volta das 8h de domingo de uma moradora da Avenida Princesa d’Oeste. Ela contou que havia um cachorrinho no fundo do córrego e que ela já havia ligado para os bombeiros e para o Centro de Controle de Zoonoses da prefeitura e que ambos não puderam atender ao chamado.
 
Ainda segundo a moradora, o animal era um cachorro de rua conhecido na vizinhança. Ele caiu no local por volta das 17h de sábado (22) durante o jogo entre Ponte Preta e Duque de Caxias, realizado no Estádio Brinco de Ouro, na mesma avenida. Ele teria se assustado com os fogos, corrido pela avenida e caído no local depois de ser atropelado. “Durante os fogos, cachorros ficam apavorados”, explicou o jornalista. 

O protetor de animais diz que não sabia o que fazer, mas que foi até o local e, com a ajuda de outro morador da região, usou uma corda que guardava no carro para descer. “Quando cheguei, olhei com cuidado. Se ele fosse bravo, não poderia pegar, mas ele era mansinho”, conta.

Ele explica que o animal só conseguiu ficar ali porque o córrego é raso e tem pouco volume de água. “Ele estava num canto do cimento. Ainda bem que não teve chuva forte, porque ele não tinha como sair.”

Depois de resgatado, o cachorrinho foi levado a uma clínica veterinária para fazer uma avaliação. De acordo com o jornalista, ele está com uma ferida na perna, mas já está sendo tratado. Em seguida, o cão foi levado para a AAAC, onde recebeu o nome de Moisés, por “andar sobre as águas”. 

Anonimato

O integrante da associação explica que preferiu não se identificar porque a ONG defende que as pessoas ajudem os animais de maneira anônima. Ele diz que o objetivo é ajudar e não aparecer. E completa: “se todo mundo me ligar para esse tipo de coisa, eu vou acabar até perdendo meu emprego”.

Ele conta ainda que muita gente abandona animais perto da sede da associação. Isso se tornou um problema, já que a AAAC afirma cuidar de mais de 2 mil cães e cerca de 550 gatos. Moisés, assim como outros 2.550 animais, estão disponíveis para a adoção. Os interessados devem entrar em contato pelo e-mail aaac@aaac.org.br

Fonte: G1

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