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Ativistas protestam contra o uso de porcos na capacitação de fuzileiros

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(da Redação)

Cerca de 1.300 fuzileiros e marinheiros estão aprendendo a tratar ferimentos de guerra matando porcos. Foto: Don Bartletti/Los Angeles Times
Cerca de 1.300 fuzileiros e marinheiros estão aprendendo a tratar ferimentos de guerra matando porcos. Foto: Don Bartletti/Los Angeles Times

Cerca de 20 ativistas dos direitos animais, acompanhados por quatro cães, fizeram um protesto ontem, na Califórnia, em frente a Camp Pendleton, principal base dos fuzileiros navais norte-americanos, contra a utilização de porcos vivos no treinamento de socorro aos feridos em batalhas. 

Organizado pela PETA, a manifestação pediu que o Corpo de Fuzileiros usem manequins, simulação computadorizada e outros métodos de treinamento e não os porcos ou outros animais em treinamentos. “Tem sido constantemente provado que métodos alternativos podem ser usados com eficiência”, disse a representante do PETA , Jena Hunt. “Camp Pendleton só precisa levar esse novo passo para o mundo moderno.”

Por uma hora, os ativistas empunharam faixas e bandeiras e cantaram slogans no portão principal da base. Não houve prisões ou confrontos.

“Para mim, os direitos animais é equivalente aos direitos humanos”, disse Nasim Aghdam, 29, gerente de uma empresa de construção em San Diego. “Só porque não podem falar, não significa que devemos explorá-los.”

“Somos contra a guerra em geral, mas a que utiliza animais para isso é ainda pior”, disse Cori Hume, 17, que é recém formada pela High Tech High School, em San Diego.

Camp Pendleton fechou um contrato de US$ 1mi com uma empresa sediada no Estado de Washington para dar treinamento de ferimentos para 1.300 fuzileiros e marinheiros.

Parte do treinamento envolve o uso de suínos. Os porcos são feridos gravemente com bisturis, em seguida, fuzileiros e marinheiros, tentam salvar as suas vidas com torniquetes, desobstrução das vias aéreas e outras técnicas.

Os porcos que sobrevivem ao corte e a punhalada são posteriormente filmados em maneiras para imitar tropas feridas que sofrem no Iraque e no Afeganistão. Porcos que sobrevivem a vivissecção são sacrificados. As carcaças são enviados para um matadouro.

Nove membros do Congresso pediram ao Exército para parar de utilizar animais nos cursos de formação. O Exército não respondeu.

Vários marines acenaram para os manifestantes. Não se sabe se por deboche ou por apoio.

*Com informações do Los Angeles Times

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