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61 baleias são avistadas entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina

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Em um sobrevoo de helicóptero foram avistadas 61 baleias entre Torres, no Rio Grande do Sul, e Garopaba, em Santa Catarina, nesta quinta-feira. Este foi o primeiro sobrevoo da temporada de observação dos mamíferos, que vai até o começo de novembro.

As baleias foram observadas durante um período de sete horas. A bióloga Karina Groch, diretora de pesquisa do Projeto Baleia Franca (PBF), avistou 20 filhotes, entre eles um albino.

Karina acredita que esta deve ser uma das melhores temporadas desde o início dos sobrevoos de pesquisa, em 1987. O recorde de observação de baleias aconteceu em 2006, quando 196 foram avistadas em um único sobrevoo. Na última temporada foram avistados 176 animais.

Na terça-feira, uma baleia franca acompanhada do filhote permaneceu o dia todo próximo da Praia de Itapirubá, ente Imbituba e Laguna, no Sul de Santa Catarina. Mesmo com comportamento discreto, os dois mamíferos foram alvos de olhares curiosos de pescadores locais e alguns turistas.

Como o mar estava bastante calmo, a observação da baleia foi facilitada para quem estava na praia ou no alto do morro que divide as duas praias de Itapirubá. Mãe e filhote apareceram pela manhã e só se afastaram para alto mar por volta das 16h, quando uma lancha com seis tripulantes se aproximou demais e afugentou a dupla.

De acordo com Karina Grock, a aproximação da embarcação foi feita de maneira ilegal e poderia ter colocado em risco a segurança das baleias.

– Eles chegaram muito perto e isso é proibido. A observação pode ser feita pelo mar, mas a distância de 100 metros da baleia precisa ser respeitada – explica Karina.

A temporada de observação das baleias franca foi oficialmente aberta semana passada. Apesar das baleias francas se concentrarem durante o inverno na região entre Torres (RS) e Florianópolis, pode ocorrer a aparição dos mamíferos em áreas mais distantes. Foi o que ocorreu segunda-feira no Rio de Janeiro.

– Até a década de 70 a população de baleias franca era grande em todo o país. Como a espécie está em fase de recuperação é normal que algumas delas eventualmente sigam para áreas mais distantes como São Paulo ou Rio de Janeiro – ressalta Karina.

As baleias da espécie franca são procedentes de regiões da Antártida e ao início do inverno migram em direção ao Brasil em busca de águas mais quentes para acasalamento, reprodução e amamentação dos filhotes. A área de movimento desses mamíferos no país fica entre Florianópolis e Torres, mas a maior concentração é registrada principalmente em Imbituba, nas praias do Rosa, Ibiraquera, Vila e Itapirubá.

Entre os anos de 1950 e 1970 a caça predatória da baleia franca, para retirada de óleo, carne, gordura e barbatanas, era uma das maiores fontes de renda das comunidades pesqueiras do Litoral Sul. Há relatos de pescadores que dizem ter visto mais de 200 baleias mortas em uma única temporada.

Com a população de baleias franca praticamente extinta, a última estação baleeira fechou as portas em 1973 em Imbituba e a caça se tornou proibida por lei. Os mamíferos só reapareceram na região cerca de 10 anos depois, quando medidas de proteção e conservação favoreceu um lento processo de crescimento da população das baleias.

Fonte: O Globo

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