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Animais inspiram livros famosos de grandes escritores

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imagem da capa do livro Flush da Virginia WoolfUma rica e variada produção literária celebra o vínculo entre escritores e cães, em narrativas ou poemas. Alguns desses textos, pelo seu poder de emocionar e de inspirar reflexões, decorrentes das proezas caninas ou da amizade entre homem e animal, constituem páginas impagáveis. Virgínia Woolf, a autora de Ms. Dalloway, por exemplo, escreveu o romance Flush, Memórias de um Cão (L&PM) inspirada no cachorro de estimação da poetisa inglesa Elisabeth Barrett Browning.

Outros dois escritores consagrados renderam-se ao poder do encanto dos amigos peludos. O húngaro Tibor Déry assina Niki, a História de um Cão, onde narra o papel que uma cadelinha veio cumprir na rotina da família Ancsa. Niki, lançada pela paulista Veredas, tem sido alardeada como a mais bela história europeia sobre animais, e talvez mereça mesmo essa condição. Ao texto de Déry pode-se acrescentar o romance Cão Como Nós, do português Manuel Alegre, da Dom Quixote, de Lisboa. Nesse texto, um senhor idoso percebe a presença constante, no seu cotidiano, do espírito do cão Kurika, que era quase um membro do clã familiar.

Ao lado dos mencionados, inúmeros enredos são centrados no tema. Quem poderia esquecer do norte-americano Jack London, que popularizou os cães Buck, em O Chamado da Floresta (ou O Apelo da Selva, conforme a tradução), e Caninos Brancos, no romance homônimo? Ambos constituem valiosa metáfora não só da relação entre homens e animais, mas talvez da própria condição humana (dizem que o ser humano tem muito a aprender com os cães).

imagem da capa do livro vidas secas de graciliano ramosE leitores brasileiros certamente não deixarão de lembrar da cadela Baleia, do romance Vidas Secas, de Graciliano Ramos, ou do cão Quincas Borba, marcante na obra de Machado de Assis. Lidos em separado ou em conjunto, esses textos não fazem apenas rever ou reavaliar a relação de cada um de nós com bichos de estimação. Levam a pensar até que ponto podemos nos dizer plenamente humanos enquanto não aprendemos a administrar (também) nossa ligação de afeto (ou desafeto) com os animais (seres vivos como nós) em geral – ou com o cão nosso de cada dia, em particular.

 Fonte: Gazeta do Sul

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