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É hora de dizer “não” à crueldade com as baleias na costa do Japão

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Enquanto os delegados presentes à 61ª Reunião Anual da Comissão Internacional da Baleia (CIB) se preparam para a pergunta “aprova ou não aprova a caça costeira de baleias por parte do Japão?”, membros da rede Whalewatch estão apresentando a diversos governos carta assinada por quase 70.000 pessoas de 63 países, solicitando que não aprovem tal crueldade.

Durante cinco dias, a partir de 22 de junho, os países-membros da CIB vão se reunir em Madeira (Portugal) para decidir se vão se comprometer num processo que permitirá ao Japão caçar 750 baleias mink costeiras num período de cinco anos. Isso está sendo considerado um acordo para que o Japão diminua sua alegada “caça científica”. No entanto, qualquer redução não seria obrigatória. E o Japão já ofereceu deixar de caçar apenas vinte e nove baleias. Como uma consequência inevitável, a Coreia anunciou que irá exigir o mesmo tratamento caso o Japão receba permissão para a caça costeira de baleias.

“Milhões de pessoas de todo o mundo querem que essa prática cruel e desnecessária seja abolida. Ainda assim, a CIB cogita fazer parte desse acordo obscuro que é um tiro na proibição da caça”, disse Claire Bass, Gerente do Programa de Mamíferos Marinhos da WSPA. “A CIB está numa ladeira escorregadia. Esse acordo estabeleceria um precedente extremamente perigoso, abrindo caminho para uma retomada mundial da caça comercial costeira de baleias”.

Nações que praticam tal caça já mataram mais de 1.700 baleias desde que as negociações começaram, sinalizando sua falta de comprometimento com o processo (nota 3). A WSPA acredita que continuar essas negociações unilaterais com o Japão seria um desperdício do tempo e dos recursos da CIB.

Claire Bass continuou: “Está se tornado cada vez mais claro que a batalha contra a caça comercial de baleias precisa ser travada e ganha nas nações que praticam a caça, não na CIB”.

A comunidade de ONGs pró-baleias acredita que a CIB perdeu seu senso de perspectiva. Apenas três países querem praticar a caça comercial de baleias e, ainda assim, no atual processo “O Futuro da CIB” – no qual o acordo com o Japão foi concebido – está quase que exclusivamente voltado para atender às demandas deles.

Enquanto isso, o turismo de observação de baleias – uma indústria de 1,25 bilhão de dólares ao ano e incentivada por mais da metade dos países-membros da CIB –, está sendo deixada de lado completamente. O atual processo também está fracassando em priorizar o importante trabalho da Comissão de proteger as baleias de um leque crescente de ameaças, incluindo mudanças climáticas, poluição, acidentes náuticos e aprisionamento em redes de pesca.

“A CIB escorregou nessa situação insana enquanto considera ‘recompensar’ o Japão por sua pretensa caça ‘científica’ ao oferecer 750 baleias extras. Conclamamos países pró-baleias que rejeitem as demandas incoerentes das nações que praticam a caça e se concentrem na proteção delas e na indústria de observação de baleias, que depende delas”, concluiu Bass.

Brasil não apoiará qualquer liberação de caça

Para que os países-membros da CIB votem contra a concessão de quotas de caça para o Japão, no dia 15 de maio a Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA) lançou uma campanha mundial solicitando ao público que participasse de uma ação online. O resultado foi surpreendente: das quase 70.000 pessoas que participaram, cerca de 6.000 foram do Brasil. Elas enviaram uma carta-padrão para o Comissário do Brasil à CIB, Sr. José Truda Palazzo, solicitando que nosso país não apoie qualquer liberação de caça de baleias nessa reunião. O Comissário não só reiterou a posição pró-baleias do Brasil, como também fez questão de responder a todos que lhe escreveram.

Para obter mais informações, acesse a matéria completa aqui.

(Com informações do Portal do Meio Ambiente)

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