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Investigadores ‘seguem’ baleias para descobrir segredos da migração

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As zonas de reprodução das grandes baleias, algures no Atlântico, são um dos maiores mistérios da vida destes animais, que investigadores da Universidade dos Açores, em Portugal, esperam conseguir desvendar ‘seguindo’ a migração das baleias através de transmissores por satélite. Há nove baleias marcadas.

“Nunca ninguém foi capaz de encontrar essas zonas. Todos os esforços feitos para procurar as áreas de reprodução foram absolutamente infrutíferos”, afirmou Mónica Silva, da Universidade dos Açores.

Para esta investigadora, apesar de parecer estranho que animais desta dimensão possam ‘desaparecer’ em determinadas alturas do ano, o desconhecimento das zonas de reprodução está relacionado com o fato de serem “áreas oceânicas, longe das margens continentais”.

Os investigadores admitem que as zonas de reprodução se situem nas Caraíbas e na área entre Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe, já que são locais onde “a temperatura das águas é boa para as crias crescerem”.

A verdade é que “ninguém sabe onde são as zonas tropicais de acasalamento e reprodução” das grandes baleias, mas sabe-se que elas passam pelos Açores na sua migração anual.

No início da Primavera passam pelo arquipélago em direção a Norte, a caminho das águas a Sul da Gronelândia, “onde há muita abundância de alimentos”, ali permanecendo durante quatro ou cinco meses. No final do Verão, voltam a passar pelos Açores na migração para Sul, mas “ninguém sabe para onde vão”.

Para tentar perceber o papel dos Açores na migração das baleias entre as águas tropicais a Sul e as águas frias a Norte, foi lançado o Programa de Marcação de Grandes Baleias. “Utilizamos transmissores via satélite, que nos fornecem dados sobre o posicionamento dos animais e indicam o percurso que está a seguir”, salientou Mónica Silva.

O programa começou em 2007, mas as primeiras marcações só ocorreram em 2008, quando os investigadores conseguiram marcar sete baleias, das quais quatro – todas baleias sardinheiras – forneceram dados durante mais de três meses.

Este ano, já foram marcadas duas, sendo uma baleia sardinheira e outra uma baleia azul, que é o maior animal que existe à face da Terra.

Os investigadores esperam agora que os dados que serão recolhidos nas próximas semanas permitam ajudar a compreender melhor as migrações das grandes baleias e, especialmente, o papel que os Açores representam nessas viagens de longa distância.

Fonte: Público

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