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Alternativa ao uso de animais em laboratório é discutida por alunos e professores de todo o Brasil

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O Dia Mundial dos Animais de Laboratório, 25 de abril, recolocou a polêmica sobre o uso de cobaias em cursos universitários. A questão divide pesquisadores, professores e alunos por todo o Brasil.

A Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, em seu curso de Medicina Veterinária, não utiliza animais nas aulas. Em outras instituições, no entanto, como a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), há o uso de ratos Ystar no curso de Psicologia.

Segundo o artigo III dos Princípios Éticos para o Uso de Animais de Laboratório,“procedimentos que envolvam animais devem prever e se desenvolver considerando-se sua relevância para a saúde humana ou animal, a aquisição de conhecimentos ou o bem da sociedade”. Esta questão divide opiniões entre diversos estudantes e professores de cursos voltados à área da Saúde.

Débora Schwab Branco é aluna do segundo ano de Psicologia da Universidade do Centro Oeste (Unicentro). Letícia Campos é estudante do terceiro ano de Odontologia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

Ambas utilizam animais em seus cursos. Débora estuda o comportamento do rato, do tipo Ystar, na disciplina de Análise Experimental do Comportamento. Letícia estuda, em uma pesquisa, a relação do cigarro com os anestésicos locais através da análise dos órgãos dos animais.

Segundo Débora, as experiências que são realizadas nesta disciplina de Análise Experimental do Comportamento são as mesmas há anos. Ela explica que ”o desempenho da experiência varia um pouco de acordo com os experimentadores e as cobaias, mas os resultados a que se chega serão sempre os mesmos, neste caso. Portanto, é sim desnecessária a utilização dos animais para a visualização e compreensão desta disciplina”.

Débora conta ainda que, em seu curso, existem várias experiências antigas que foram realizadas com animais e seus resultados foram repassados em livros. Ela exemplifica: “como o condicionamento de Pavlov, em que ele utiliza cães para obter seus resultados. Não é necessário observar concretamente para concluir que o condicionamento existe realmente”.

No entanto, para Letícia, sem os animais, sua pesquisa não teria o mesmo significado. Para se chegar ao estudo, no ano passado, toda sua turma participou da pesquisa.

Foram utilizados cerca de oito ratos. Em um número x de animais foram injetadas soluções de água. Em outro número, foi injetada uma solução que tinha sido deixada por uma semana em um cigarro. Em outros animais, foi colocada uma solução deixada pelo mesmo período de tempo, com uma diferença: quatro cigarros.

Após uma hora, os alunos injetavam anestésico local nos ratos. Depois desse processo, foram retirados o fígado, baço e pâncreas de cada animal para análise da relação do cigarro com os anestésicos locais. O objetivo do trabalho era provar que o cigarro influencia clinicamente o paciente, até mesmo em situações cirúrgicas.

O trabalho de Letícia é a continuação deste projeto. “O uso dos animais é fundamental para essa pesquisa. É mais fácil fazer em animais do que em um ser humano”, ressalta a estudante.

Fonte: Portal Comunitário de Ponta Grossa

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